PM admite afastamento de Máximo Fim em Londrina
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 13 de agosto de 2001
Maranúbia Barbosa<BR>De Londrina 
O comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Londrina, tenente-coronel Robenson Máximo Fim, deve ser afastado do cargo. A informação, repassada à Folha por mulheres de policiais militares, foi confirmada pela primeira vez ontem pelo comandante geral da PM do Estado, coronel Gilberto Foltran, de Curitiba.
Foltran afirmou que a possilidade de Fim ser afastado existe, mas ele não confirmou a passagem do comandante do 5º BPM para a reserva, conforme comentário das mulheres de PMs. Elas informaram, inclusive, que o provável substituto para o cargo de Fim seria um ex-comandante da Polícia Rodoviária de Londrina. Foltran disse que Fim ainda deve passar mais um tempo de serviço na ativa, mas ''é direito dele'' solicitar entrada para a reserva.
O desgaste do comandante do 5º BPM começou no dia 15 de maio, no Com-Tour, quando 350 policiais militares viraram as costas para ele. Fim havia convocado os policiais para ouvir uma palestra sobre motivação profissional no mesmo momento em que as esposas estavam acampadas na frente do batalhão, reivindicando pagamento da gratificação PM Especial. Dois inquéritos (Policial Militar) foram instaurados para apurar insubordinação e participação dos praças no movimento das mulheres. A prevaricação dos oficiais, que não fizeram cumprir a autoridade no Com-Tour, de acordo com informações, também será investigada.
Segundo o coronel Foltran, cabe ao chefe do Comando do Policiamento do Interior (CPI), Flávio de Modesti, determinar a substituição de Fim e seu afastamento para a reserva. Modesti esteve em Londrina há cerca de uma semana despedindo-se dos oficiais e anunciando o próprio afastamento para reserva remunerada da PM. O coronel Gilberto Foltran disse que por enquanto ainda não tem nenhum nome para substituir Modesti no CPI.
O comandante Foltran afirmou que soldado Itamar Fróis, que foi detido há cerca de um mês na desocupação da frente do Comando Geral da PM, em Curitiba, continua preso. Segundo Foltran, Fróis foi detido por desacato à autoridade e resistencia à prisão. Ele não soube dizer por quanto ainda Fróis vai continuar na prisão.


