PM acreditava que caso era de tentativa de suicídio
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 26 de novembro de 1996
Da Redação 
O capitão Edwaldo Gomes Machado, que responde pelo subcomando do 5º Batalhão da Polícia Militar em Londrina, explica que na hora em os policiais chegaram ao Edifício Mônaco - local do crime - a informação era de que se tratava de uma tentativa de suicídio. A atenção toda estava voltada para essa situação, aponta o capitão. E as partes envolvidas não informaram que era uma situação de passionalidade.
Segundo Machado, se logo que chegassem ao local os policiais fossem informados sobre as reais circunstâncias, a ação teria sido diferente. Houve omissão em informar abertamente o que estava acontecendo.
O capitão Edwaldo Machado acrescenta que, enquanto tentativa de suicídio, a situação estaria realmente sob controle, já que Maria Sueli se encontrava sentada no banco da sala, a arma estava abaixada e ela havia conversado várias vezes com a filha pelo telefone celular. Neste momento os policiais também estavam com as armas abaixadas e um deles já se aproximava para tentar retirar a arma de Maria Sueli.
Ainda segundo Machado, quando Jacqueline passou pela porta, a dona-de-casa levantou-se repentinamente, gritou essa vagabunda e atirou. Foi aí que ele (o tenente) ficou sabendo que se tratava de uma situação passional, diz Machado. Até então ela (Jacqueline) era apenas uma vítima por acaso.
(Lúcio Horta)


