O capitão Edwaldo Gomes Machado, que responde pelo subcomando do 5º Batalhão da Polícia Militar em Londrina, explica que na hora em os policiais chegaram ao Edifício Mônaco - local do crime - a informação era de que se tratava de uma tentativa de suicídio. ‘‘A atenção toda estava voltada para essa situação’’, aponta o capitão. ‘‘E as partes envolvidas não informaram que era uma situação de passionalidade.’’
Segundo Machado, se logo que chegassem ao local os policiais fossem informados sobre as reais circunstâncias, a ação teria sido diferente. ‘‘Houve omissão em informar abertamente o que estava acontecendo.’’
O capitão Edwaldo Machado acrescenta que, enquanto tentativa de suicídio, a situação estaria realmente sob controle, já que Maria Sueli se encontrava sentada no banco da sala, a arma estava abaixada e ela havia conversado várias vezes com a filha pelo telefone celular. Neste momento os policiais também estavam com as armas abaixadas e um deles já se aproximava para tentar retirar a arma de Maria Sueli.
Ainda segundo Machado, quando Jacqueline passou pela porta, a dona-de-casa levantou-se repentinamente, gritou ‘‘essa vagabunda’’ e atirou. ‘‘Foi aí que ele (o tenente) ficou sabendo que se tratava de uma situação passional’’, diz Machado. ‘‘Até então ela (Jacqueline) era apenas uma vítima por acaso.’’
(Lúcio Horta)

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