Marcos NegriniBomba desmontada: polícia tem dúvidas se artefato explodiria porque era muito rústicoA Polícia Militar de Maringá está investigando a origem de uma bomba caseira encontrada anteontem no Colégio Estadual Vinícius de Moraes, no Conjunto Cidade Alta, zona Sul da cidade. Preparado para detonar às 3 horas da madrugada, o artefato foi encontrado no início da noite pelo caseiro da escola, que também é policial militar, do lado de fora de uma das janelas do banheiro masculino. Na semana passada, uma bomba menor estourou no interior do mesmo banheiro, sem grandes prejuízos.
A bomba contendo um relógio, papelão, pólvora, massa e fios, foi desarmada e desmontada pela polícia. Um dos oficiais do serviço reservado da PM disse à Folha não acreditar que o artefato funcionasse. ‘‘Apesar de bem montada, a bomba é muito rústica’’, resumiu. O diretor do colégio, Cleiton Ribeiro Machado, disse ontem que, se acionada, a bomba poderia causar prejuízos mas não vítimas. ‘‘Se a explosão ocorresse de madrugada, apenas o caseiro que mora 200 metros do local estaria na escola’’, explica.
Ele diz que a janela onde o artefato foi localizado fica dentro do pátio da escola, mas os alunos não têm acesso ao local. ‘‘Não sei como alguém chegou até lᒒ, afirma. O diretor acredita que as duas bombas colocadas na escola podem ser trabalho de estudantes.
‘‘O Estado mandou dispensar os alunos com mais de 18 anos do programa de correção de fluxo, o que acabou revoltando alguns estudantes’’, acredita. A polícia confirmou que é a terceira bomba em colégios de Maringá desde o início do ano letivo. A outra explodiu em uma escola particular, destruindo boa parte do banheiro masculino.

mockup