PM abre sindicância sobre morte de cabo
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terça-feira, 30 de janeiro de 2001
Betânia Rodrigues De Londrina 
O comando do 5º Batalhão da Polícia Militar em Londrina vai instaurar uma sindicância interna para apurar as causas da morte do cabo Paulo Roberto Gusmão, 42 anos. Quem garante é o major Manoel Bento da Cruz, responsável interino pelo Batalhão. Paralelamente a essa investigação, a Polícia Civil abrirá um inquérito com a mesma finalidade.
Gusmão morreu domingo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa após 23 dias de internação. Ele foi hospitalizado com um ferimento no peito provocado por uma arma de fogo. A esposa do policial, Ivanir Alves da Silva Gusmão, declarou em matéria publicada domingo pela Folha, que o marido teria se suicidado por causa de problemas no trabalho.
Segundo ela, Gusmão já foi alcólatra, mas em dezembro do ano passado sofreu uma recaída. Ivanir disse que ele se queixava de humilhações e ultimamente vinha sofrendo pressões de um tenente para consertar um veículo do Batalhão. Quem não deve não teme. Por enquanto, não tenho nada a declarar. Na hora certa falarei tudo que sei, afirmou o tenente, que não quis se identificar.
Representantes da Associação das Esposas dos Policiais Militares e do Núcleo da Sociedade Beneficente dos Subtenentes e Sargentos em Londrina não quiseram comentar o assunto. O sargento Elídio Donizete Rodrigues, presidente estadual desta última entidade, disse que pretende visitar o 5º Batalhão e conversar com alguns policiais para averiguar as denúncias.
No dia 21 de fevereiro, membros das associações em defesa da categoria em todo Estado se reúnem com os secretários do governador para discutir questões salariais.


