A Plenogás Distribuidora S/A vai passar por uma reestruturação no próximo ano e poderá deixar o controle da empresa na Cidade. O diretor-executivo da empresa, Virgílio Lopes de Souza, informou ontem aos 125 funcionários que os diretores da empresa devem tomar uma decisão sobre o futuro da engarrafadora até o próximo mês de setembro, mas não fala em demissões. A empresa deverá analisar três possibilidades: a transferência para o pool de combustíveis, a transformação da empresa em depósito e a terceirização dos serviços. Atualmente a empresa apenas faz distribuição de botijões em Londrina.
‘‘Hoje não temos ainda uma definição. A empresa necessita de mudanças e pretendemos fazer todo o possível para evitar redução no quadro de funcionários’’, disse Virgílio de Souza. A empresa tem prazo até setembro de 97 para transferir-se para o pool de combustíveis (zona oeste).
A mudança da engarrafadora da avenida Duque de Caxias (região central) para o pool se arrasta desde novembro de 91, quando a prefeitura enviou a todas as distribuidoras um ofício comunicando prazo-limite para a mudança. O primeiro prazo fixado pelo poder público foi novembro de 92.
O terreno adquirido pela empresa no pool de combustíveis tem 15 mil metros quadrados. Embora não exista definição sobre a ocupação da área, os projetos arquitetônico, hidráulico e elétrico já foram aprovados pela prefeitura, Corpo de Bombeiros e órgãos ambientais. O projeto original da empresa previa a construção de uma engarrafadora que ocuparia cerca de 2 mil metros quadrados de área construída.
As três hipóteses que deverão ser analisadas pela diretoria da Plenogás deverão considerar sobretudo o investimento para o funcionamento da empresa. Cálculos iniciais indicam que a instalação no pool estaria orçada em R$ 5 milhões. A montagem de um depósito exigiria um investimento de apenas R$ 1 milhão.
Sem adiantar os planos e as diretrizes da empresa, Virgílio de Souza disse apenas que são mentirosos boatos que informavam a venda da empresa. Qualificando o mercado como ‘‘competitivo, porém estável’’, o diretor informou que a decisão sobre o futuro da maior empresa do gênero na região cabe à cúpula da empresa, que opera em São Paulo e Rio de Janeiro. A empresa é uma joint venture formada pelos grupos Agip Liquigás, Cia Ultragás e Supergasbrás. ‘‘A princípio a diretoria garantiu que não haverá demissões’’, afirmou Souza.
No mês passado a Plenogás colocou à venda o complexo da avenida Duque de Caxias, que corresponde a uma área de cerca de 70 mil metros quadrados. Neste local está funcionando, graças a um álvara provisório que já foi renovado várias vezes, apenas a distribuição dos botijões de gás, além do setor administrativo. As outras atividades foram transferidas para Maringá.
Embora pertença a grupos de fora, a Plenogás nasceu em Londrina há 41 anos. As três empresas adquiriram a engarrafadora em 1975, da família Fuganti.

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