Plástica corrige deformidades em crianças
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sexta-feira, 23 de novembro de 2001
Maigue Gueths<br>De Curitiba 
Todo ano aproximadamente 200 mil bebês nascem no Brasil com algum tipo de deformidade no rosto causado por problemas hereditários. Destes, cerca de 500 estão no Paraná, sendo 250 em Curitiba. Entre essas chamadas deformidades congênitas faciais, a maior incidência recai sobre as fissuras lábio-palatinas, mais conhecidas como lábio leporino. O que muita gente não sabe é que problemas como as deformidades congênitas ou adquiridas, lesões por queimaduras, traumas entre outras patologias podem ser tratadas na infância com cirurgia plástica.
''As pessoas têm que saber que a cirurgia plástica não serve só para a estética. Ela está a serviço de qualquer indivíduo que tenha problema físico e deve ser aplicada com objetivo social de recuperar as pessoas para melhor convívio na sociedade'', diz o médico Marcus Castro Ferreira, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), que está participando do 8º Curso Teórico-Prático do Programa de Cirurgia Plástica em Crianças, que está sendo realizado em Curitiba.
Trata-se de uma iniciativa da FMUSP, que desde 1994 já realizou cursos em centros universitários de sete capitais, divulgando técnicas de cirurgia plástica entre estudantes e profisionais da área. A intenção é aumentar o número de profissionais habilitados, além de incentivar a criação de novos centros equipados e especializados para o tratamento integral dessas patologias. Hoje, de acordo com o médico Rogério Bittencourt, chefe do Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital Cajuru e Santa Casa, existem cerca de 2 mil cirurgiões plásticos no País, mas apenas 500 se dedicam com mais assiduidade às cirurgias corretivas em crianças.
As deformidades congênitas e adquiridas em crianças constituem grave problema médico-social. É que o tratamento cirúrgico, normalmente, é bastante complexo, exigindo várias intervenções, resultando em reabilitação longa e custo de tratamento elevado. ''Em muitos casos a criança tem que passar por várias cirurgias, porque ela está em fase de crescimento e os ossos e pele crescem'', diz Ferreira.
Os casos mais frequentes são lábio leporino, deformidades cranofaciais complexas, defeitos congênitos da mão, má formação vascular (hemangiomas), além de queimaduras e traumas e suas sequelas.
Nesse sentido, ele ressalta que ''existem mais tratamentos à disposição da população do que ela pode imaginar''. No Paraná, a recomendação é que as pessoas que necessitarem desses serviços recorram aos hospitais universitários, como o Cajuru, Santa Casa, Evangélico e Hospital de Clínicas em Curitiba. ou o Hospital Universitário de Londrina.
ServiçoInformações sobre cirurgias corretivas, ligue para:
Hospital Cajuru (41) 363-1049 ou para a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica/Regional Paraná (41) 243-7722


