A Santa Casa de Londrina não conseguiu convencer os 11 plantonistas do setor de neurologia a voltar à escala. Em reunião realizada na noite de anteontem a entidade não apresentou proposta de remuneração fixa para os médicos. Hospital e neurologistas vão tentar convencer o prefeito Nedson Micheleti (PT) a obter verbas extras.
Enquanto isso, os neurologistas continuam fora da escala de plantão da Santa Casa, cujo serviço está sendo prestado por um único plantonista, o superintendente do hospital, Fahd Haddad. Os médicos recebem por produção e reivindicam uma remuneração fixa R$ 180 por plantão.
''Enquanto não tiver nada continuamos parados, mas vamos participar da reunião e do esforço em obter verbas extras'', afirmou o presidente da Cooperativa dos Neuros do Norte do Paraná, Pedro Garcia Lopes.
Outros setores da Santa Casa começam a investir em estratégias semelhantes. Os cirurgiões gerais já entregaram uma pauta de reivindicações e a paralisação começaria em agosto. Especialistas de gastroenterologia, urologia e ortopedia podem serguir o mesmo caminho. Amanhã, possivelmente o assunto vai estar na pauta de discussão da reunião da Associação Médica de Londrina (AML).
''Vários setores, não só da Santa Casa, estão se mobilizando nessa questão'', confirma o presidente da Associação Médica, Aparecido José Andrade. Ele também aponta a complementação como saída para a crise.
''Municípios como Cornélio Procópio, Apucarana e Ourinhos (SP) têm verba complementar para plantonistas, vamos ter que entrar nesse caminho'', finaliza Andrade. A reunião dos setor com o prefeito ainda não foi marcada.

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