O plantio de mudas marcou ontem o Dia da Árvore em todo o Estado. As atividades envolveram principalmente alunos do ensino fundamental e, em alguns municípios, incluíram a limpeza de fundos de vale. O objetivo é conscientizar crianças e adolescentes para a preservação do meio ambiente. Hoje, às 14h29 segundo o Sistema Meteorológico Paranaense, começa a estação da primavera.
Cerca de 500 alunos de escolas da região oeste de Londrina plantaram ontem 600 mudas de árvores nativas e frutíferas às margens do Ribeirão Esperança. Foi o primeiro plantio coordenado pela Associação Ecológica Ambiental ‘‘A Missão’’. Antes de abrir as covas, os alunos da Escola Estadual Olavo Garcia e Escola Municipal Noemia Malanga limparam dois quilômetros no fundo de vale. Foram recolhidos aproximadamente 400 quilos de lixo composto, principalmente, por pneus, garrafas e sacolas plásticas.
O trabalho da organização não-governamental (ONG) é realizado há três anos com 1.900 estudantes de 10 bairros da região. Segundo o professor de geografia, José Carlos de Paula, nesse período a Associação conseguiu sensibilizar os alunos para os problemas que afetam o meio ambiente.
No projeto ‘Amigos do Ribeirão Esperança’ a Associação incentiva os alunos a fazer coleta seletiva de lixo dentro e fora das escolas. Em sala de aula e em visitas ao fundo de vale eles aprendem a importância da mata ciliar e da qualidade da água para a vida no planeta.
Ainda em comemoração ao Dia da Árvore, os alunos fizeram cartazes e plantaram 50 mudas em cada escola. As ‘plantinhas’ foram doadas pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Autarquia Municipal do Meio Ambiente (AMA) e Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Em Maringá, estudantes de cinco escolas públicas plantaram mais de 400 mudas de espécies nativas nas margens do Córrego Morangueira, que nasce no perímetro urbano. Nos últimos três anos, os estudantes plantaram mais de 2,4 mil mudas em um trecho de 600 metros do córrego. ‘‘Nossa proposta é manter uma ação ecológica e educativa junto aos estudantes’’, explicou o professor Lyus Bocchi, coordenador do projeto no Colégio Duque de Caxias.
A ação, segundo o professor, começa dentro da escola, conscientizando os alunos da importância da preservação ambiental. No mínimo duas vezes por ano os estudantes vão para o fundo de vale fazer a limpeza da área ou plantar mudas. O trabalho é realizado sempre em conjunto com órgãos públicos.
O Córrego Morangueira é divisor dos bairros onde estão as escolas que participam do projeto, nasce dentro de um parque frequentado pelos alunos e é afluente do Rio Pirapó, que abastece Maringá. ‘‘Mostrando aos alunos a importância da preservação estamos alcançando resultados até dentro da escola’’, revela o professor. Ele conta que os estudantes deixam até de descartar papel no pátio. ‘‘Tudo isso vai gerar um cidadão consciente de seu papel dentro da sociedade’’, aposta Bocchi.

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