Planos e médicos rebatem críticas
Os representantes dos planos de saúde negam que haja restrições ou que desestimulem seus profissionais associados a pedirem os testes de Aids para as clientes gestantes. Já a classe médica alegou que não há como obrigar as pacientes a realizar os testes anti-HIV.
O presidente da Associação Médica de Londrina (AML), Aparecido José Andrade, lembrou que os médicos até incluem os testes nos exames comuns do pré-natal mas não podem forçar ninguém a seguir todas as orientações. ''Na minha opinião, acho que isso deveria ser revisto'', diz. Por outro lado, admite que existem ''dificuldades de entendimento'' entre médico e paciente que, muitas vezes, impedem a realização dos testes. ''Acredito que os testes deveriam ser previstos para todo pré-natal, dentro da bateria de exames que é pedida normalmente'', avalia, lembrando que isso já acontece na rede pública.
Por seu lado, o presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Arlindo de Almeida, analisa que se existe alguma empresa de medicina de grupo que esteja restringindo os testes, ela está sendo ''burra''. ''Os planos de saúde unem a lógica econômica com a lógica social e o interesse é fazer medicina preventiva o máximo possível. Se você não descobre a Aids no começo, corre o risco do paciente adoecer e ir para um leito de UTI e gastar dezenas de milhares de reais a mais'', justifica. Almeida afirma que não vê necessidade do teste-rápido durante o parto quando a sorologia já foi realizada no pré-natal.
Já o presidente da Associação das Entidades Paranaenses em Auto Gestão em Saúde (Assepas), Aderbal Paulo Filho, disse que nenhum exame incluído na lista imposta pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é negado ao paciente. ''Até onde eu sei, o teste de Aids está no rol da ANS'', aponta.





