Os planos de assistência de sáude de Londrina que foram incluídos na lista da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) de operadoras com registro suspenso informaram que não receberam notificação oficial sobre o assunto. O diretor da Odontonet, Fernando Consolin Scaff, disse que possui registro provisório de funcionamento há três anos e que há seis meses toda a documentação para obtenção do registro definitivo foi enviada, mas, segundo ele, a ANS não se pronunciou.
''Fizemos um pedido de informações em dezembro, mas não houve retorno'', afirmou. Scaff lembrou que há cerca de um ano e meio foi feita uma fiscalização e toda a documentação pedida foi apresentada, ficando comprovada que a situação da empresa está regular. Ele acredita que agora deve acontecer o mesmo. A empresa dá assistência odontológica a cerca de mil clientes em Londrina.
Aline Lima, gerente comercial da Sedel, outra operadora londrinense incluída na lista da ANS, informou que toda a documentação deverá ser regularizada na próxima segunda-feira. ''Faltam apenas algumas assinaturas do diretor, que está viajando.'' O diretor presidente da Sedel, Roberto Villas Boas Júnior, revelou à Folha no mês passado que a empresa havia assinado um termo de ajuste de conduta com a ANS para regularizar a situação. A Sedel tem pouco mais de mil conveniados.
A direção da Maximus Assistencial, terceira empresa de Londrina incluída na relação, não retornou as ligações feitas pela reportagem.
A lista divulgada pela ANS traz os nomes de 144 operadoras de todo o País que não teriam entregado a tempo os documentos exigidos pelo governo até o dia 3 de dezembro. Só no Paraná são 16 empresas. No início de dezembro, a relação incluía 173 nomes, sendo 19 do Paraná. Antes disso, a agência ainda divulgou outra lista, da qual constavam 189 empresas no total, sendo 20 paranaenses. A ANS teria constatado que algumas enviaram a documentação a tempo, daí a modificação nos números, porém a Folha não conseguiu contato com a agência ontem para confirmar esta informação.
O site da ANS não trazia, ontem, o número de usuários atendidos pelas empresas impedidas de funcionar. No total, segundo o último balanço divulgado, há cerca de 2,1 mil operadoras de planos de saúde ativas no país. Os clientes desses pacotes não poderão deixar de ser atendidos.
Segundo a ANS, cada uma das operadoras em situação irregular terá, a partir da próxima semana, um prazo para a transferência de sua carteira de consumidores para uma outra empresa com características parecidas ou seja, para um tipo de plano semelhante com um preço compatível.
O registro da operadora irregular será cancelado a partir do momento em que não tiver mais beneficiários sendo atendidos. Enquanto houver o processo de transferência, o usuário do plano tem de continuar sendo atendido.
O coordenador do Núcelo Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Londrina, Gerson da Silva, recomendou que os clientes das operadoras citadas pela ANS aguardem que as próprias empresas definam onde serão atendidos daqui para a frente. ''Se tiverem qualquer problema, devem nos procurar ligando para o número 151.'' Ontem não havia clientes nas operadoras, que encontram-se em recesso.

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