Plano vai apontar melhorias para o Arthur Thomas
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quarta-feira, 07 de abril de 2004
Fábio GalãoReportagem Local 
A Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) deve definir até o final do mês a empresa vencedora de uma licitação para a elaboração de um Plano de Manejo para o Parque Arthur Thomas (Zona Sul de Londrina). O estudo fará um levantamento das condições atuais do local, relevando aspectos físicos, como geologia, morfologia, tipo de solo, dados climáticos e de hidriologia, e biológicos sobre a fauna e a flora do parque.
Segundo a assessora de gabinete da Sema, Alice Aparecida e Silva, a partir deste levantamento a empresa vencedora terá que traçar um prognóstico de ações a serem desenvolvidas para melhorar o local. ''Com este estudo em mãos, a prefeitura decidirá como realizará as ações consideradas emergenciais e planejará o que pode ser feito a médio e longo prazo'', explicou a assessora.
Quando a prefeitura receber o plano, terá em mãos uma constatação que pode ser feita facilmente por qualquer cidadão que se dispuser a dar um passeio pelo parque: há muitos problemas a serem solucionados. O que chama mais atenção é o assoreamento do lago, o que, além do problema ambiental, já há tempos impede que os visitantes utilizem os pedalinhos. ''Trata-se de um problema constante e cuja solução exige que se veja o lado de fora, já que o assoreamento é decorrente de fatores externos ao parque. Qualquer solução apenas aqui dentro serviria somente para amenizar situações'', comentou a assessora.
Outros transtornos que diminuem a diversão do passeio são a situação dos banheiros um deles, em frente ao lago, está sem torneiras e luz elétrica, e com o telhado de madeira aos pedaços , a ausência de lanchonetes e a falta de segurança. A situação dos pisos nas trilhas também preocupa: à direita da ponte sobre o lago, existe um grande buraco, resultado de erosão.
De acordo com Alice, a administração planeja recuperar os banheiros, mas faltam recursos. Sobre as lanchonetes, o gerente do Arthur Thomas, Sidnei Antônio Bertho, explicou que existe a idéia de implantar quiosques ao longo do parque, mas também falta dinheiro.
Segundo Alice, a segurança está sendo feita provisoriamente em parceria com a Polícia Florestal, e a Sema deve terceirizar o serviço. A administração planeja recuperar a cerca em torno do parque, mas, novamente, faltam recursos. Sobre o buraco próximo à ponte, a assessora explicou que o problema é recente e que a área será reparada em breve pela Secretaria Municipal de Obras.
Alice explicou que, apesar das dificuldades, a Sema conseguiu fazer alterações importantes no Arthur Thomas, como a recuperação das pontes, a construção do Centro de Educação Ambiental, implementação de programas educativos, recuperação das trilhas (que custou mais de R$ 125 mil) e mudanças na arborização. Dois projetos importantes estão condicionados à liberação de recursos: a recuperação da Usina (que está quase limpa, após ter sido parcialmente soterrada por um desmoronamento de terra em março) e alterações em todo o parque para facilitar o trânsito de deficientes físicos e idosos.
Para o primeiro projeto, a Sema está tentando obter recursos junto à diretoria da hidrelétrica de Itaipu. Para o segundo, a secretaria está fechando algumas mudanças no projeto para que a União libere R$ 100 mil para as obras, que prevêem uma contrapartida do município de R$ 26 mil.
Os envelopes da licitação sobre o Plano de Manejo serão abertos na semana que vem. A empresa vencedora terá prazo de 90 dias para concluir o serviço e o preço máximo do trabalho será de R$ 49.202,00. De acordo com Alice, o Plano de Manejo para áreas de preservação está previsto por lei no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e no caso do Arthur Thomas não será elaborado pela própria prefeitura porque a Sema não tem pessoal e estrutura suficientes para fazer o estudo.


