A Secretaria de Saúde de Londrina está elaborando um plano de ação para evitar a ocorrência de epidemia de dengue na cidade. Segundo o secretário de Saúde, Sílvio Fernandes, é necessário concentrar as ações para conter o surto na região leste, onde ele já se estabeleceu, e intensificar arrastões em áreas de risco, que não têm surto, mas que correm esse risco. ''Essas áreas estão sendo mapeadas e serão divulgadas até quarta-feira'', disse.
Para fazer o mapeamento, além do critério de presença do mosquito Aedes Aegypti e de casos suspeitos, a secretaria também está levando em conta o fator social. ''Vamos priorizar as áreas de risco, bairros similares ao Monte Cristo, assentamentos que não têm infra-estrutura básica de saneamento, que têm lixo nos fundos de vale'', explicou.
A meta do secretário é fazer um arrastão em todas essas áreas ao mesmo tempo e para isso conta com a ajuda de voluntários, que deverão ser mobilizados durante uma audiência pública sobre o assunto. A realização de audiência pública sobre combate a dengue, que deve acontecer na próxima segunda-feira, às 19 horas, foi uma das decisões tomadas ontem, durante uma reunião na Câmara Municipal, entre vereadores e representantes da saúde. ''A audiência pública pode ajudar a organizar a ação e melhorar a comunicação entre as pessoas'', ressaltou Fernandes.
''Nossa preocupação é que há três tipos de vírus (tipos 1, 2 e 3) da dengue circulando na cidade, e o risco hoje de dengue hemorrágica é real'', alertou o vereador Tercílio Turini (PSDB). O secretário de Saúde confirmou o risco de dengue hemorrágica. Ele explicou que depois que a pessoa é infectada fica imune apenas aquele tipo de vírus, mas se ocorrer outra infecção, com outro tipo de vírus, é maior a possibilidade de o doente desenvolver o tipo hemorrágico.
Paralelamente, o Hospital Universitário (HU) começa, a partir de hoje, a realizar em Londrina os exames de dengue. Antes, todos as amostras de casos suspeitos eram encaminhados para o Laboratório Central do Estado (Lacen). A 17 Regional de Saúde explica que o HU poderá realizar de 40 a 50 exames por dia e que discussões devem apontar se os resultados serão divulgados diariamente à imprensa. (Colaborou Fábio Galão)

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