Plano prevê substituição de 2,6 mil árvores
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terça-feira, 18 de março de 2014
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Rolândia - Uma árvore plantada em área urbana pode proporcionar sombra, mas também pode cair em dias de vento forte. Também ajuda a reduzir a temperatura nos dias de forte calor, mas, dependendo da espécie, seus galhos podem atingir a rede elétrica e encobrir placas e semáforos. Esses são alguns dos fatores que devem ser levados em conta na hora de implantar um plano municipal de arborização urbana. Em Rolândia (Região Metropolitana de Londrina), o Instituto de Tecnologia e Desenvolvimento Econômico e Social (Itedes), órgão ligado à Universidade Estadual de Londrina (UEL), realizou uma avaliação das 13.498 árvores na área urbana, a pedido da prefeitura. A conclusão é que a quase totalidade precisa, com urgência, de algum tipo de intervenção poda ou substituição.
Das 1,4 mil árvores catalogadas pelos biólogos no Brasil, foram levantadas as 16 espécies mais plantadas pela cidade. A mais contabilizada foi a sibipiruna (3,3 mil exemplares). A segunda mais encontrada é também uma das mais problemáticas. A Murraya Paniculata, conhecida como falsa murta, representa 18% do total das árvores do município 2,6 mil unidades. O corte delas é obrigatório por lei estadual, porque são hospedeiras de doenças que podem se alastrar por pomares de frutas cítricas da região.
Outras espécies que precisam ser substituídas são as jaqueiras, goiabeiras e ficus, além de algumas que estão doentes ou em local inadequado. "Nós encontramos jaqueiras, que oferecem riscos aos motoristas e pedestres, pois sua copa é alta e seus frutos são grandes e podem atingir as pessoas", destacou o secretário de Meio Ambiente, Márcio Kolarovic.
Aprovação
Em dezembro de 2012, mais de 60 árvores não suportaram a força do vento e das chuvas e caíram por toda a cidade, destruindo calçadas, muros, carros e casas. Em fevereiro e março do ano passado também aconteceram quedas de árvores pelo mesmo motivo, mas em menor número. A população reclamou da demora na substituição de árvores condenadas ou doentes e cobrou uma solução.
O Ministério Público também solicitou à prefeitura a elaboração de um plano de arborização. O ex-secretário de Meio Ambiente, Waldiceu Aparecido Verri, apresentou um plano, que foi rejeitado pelo Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente, porque ele não se baseava em diagnósticos e estudos técnicos. O plano de 2011 também não possuía um cronograma de ação e tampouco um capítulo específico para tratar de infrações e penalidades.
Diante disso, a prefeitura de Rolândia contratou o Itedes por R$30 mil para fazer o estudo.
As mudanças na legislação ambiental de Rolândia serão baseadas no novo plano e estão sendo analisadas na Câmara de Vereadores. Elas só entrarão em vigor após aprovação em segunda discussão e publicação no Diário Oficial do município.
Paulo Roberto de Oliveira, presidente do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema) de Rolândia, destacou que o novo Plano está de acordo com os anseios do conselho.
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