Rolândia - Uma árvore plantada em área urbana pode proporcionar sombra, mas também pode cair em dias de vento forte. Também ajuda a reduzir a temperatura nos dias de forte calor, mas, dependendo da espécie, seus galhos podem atingir a rede elétrica e encobrir placas e semáforos. Esses são alguns dos fatores que devem ser levados em conta na hora de implantar um plano municipal de arborização urbana. Em Rolândia (Região Metropolitana de Londrina), o Instituto de Tecnologia e Desenvolvimento Econômico e Social (Itedes), órgão ligado à Universidade Estadual de Londrina (UEL), realizou uma avaliação das 13.498 árvores na área urbana, a pedido da prefeitura. A conclusão é que a quase totalidade precisa, com urgência, de algum tipo de intervenção – poda ou substituição.
Das 1,4 mil árvores catalogadas pelos biólogos no Brasil, foram levantadas as 16 espécies mais plantadas pela cidade. A mais contabilizada foi a sibipiruna (3,3 mil exemplares). A segunda mais encontrada é também uma das mais problemáticas. A Murraya Paniculata, conhecida como falsa murta, representa 18% do total das árvores do município – 2,6 mil unidades. O corte delas é obrigatório por lei estadual, porque são hospedeiras de doenças que podem se alastrar por pomares de frutas cítricas da região.
Outras espécies que precisam ser substituídas são as jaqueiras, goiabeiras e ficus, além de algumas que estão doentes ou em local inadequado. "Nós encontramos jaqueiras, que oferecem riscos aos motoristas e pedestres, pois sua copa é alta e seus frutos são grandes e podem atingir as pessoas", destacou o secretário de Meio Ambiente, Márcio Kolarovic.

Aprovação
Em dezembro de 2012, mais de 60 árvores não suportaram a força do vento e das chuvas e caíram por toda a cidade, destruindo calçadas, muros, carros e casas. Em fevereiro e março do ano passado também aconteceram quedas de árvores pelo mesmo motivo, mas em menor número. A população reclamou da demora na substituição de árvores condenadas ou doentes e cobrou uma solução.
O Ministério Público também solicitou à prefeitura a elaboração de um plano de arborização. O ex-secretário de Meio Ambiente, Waldiceu Aparecido Verri, apresentou um plano, que foi rejeitado pelo Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente, porque ele não se baseava em diagnósticos e estudos técnicos. O plano de 2011 também não possuía um cronograma de ação e tampouco um capítulo específico para tratar de infrações e penalidades.
Diante disso, a prefeitura de Rolândia contratou o Itedes por R$30 mil para fazer o estudo.
As mudanças na legislação ambiental de Rolândia serão baseadas no novo plano e estão sendo analisadas na Câmara de Vereadores. Elas só entrarão em vigor após aprovação em segunda discussão e publicação no Diário Oficial do município.
Paulo Roberto de Oliveira, presidente do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema) de Rolândia, destacou que o novo Plano está de acordo com os anseios do conselho.

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