Plano prevê mudanças em Tide e cargos gratificados
''São ações administrativas que não envolvem gasto financeiro, mas que podem mudar substancialmente a situação da universidade hoje'', disse a reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Lygia Pupatto, resumindo o seu plano de governo para os próximos seis meses, o chamado ''Plano de 180 dias''.
Alvo de investigação do Ministério Público (MP), devido a denúncias de irregularidades, as funções com Tempo Integral de Dedicação Exclusiva (Tide) e os cargos gratificados, deverão sofrer mudanças. ''Instituímos uma comissão que a partir desta semana já estará estudando possibilidades de aumentar a arrecadação de recursos e cortes que devem ser feitos'', afirmou.
Conforme Lygia, com a reestruturação da auditoria da universidade, que deverá exercer um papel ''preventivo'', será ''impossível'' qualquer tipo de desvio de recursos. ''Estamos aumentando o nosso corpo de auditores para que haja um auditoria preventiva, que vai ser iniciada em todos os órgãos a partir da semana que vem'', relatou. O Hospital Universitário também terá uma auditoria interna.
Com relação às investigações sobre as supostas irregularidades na administração do ex-reitor Jackson Proença Testa, Lygia garantiu que os trabalhos das comissões continuam. ''Existem duas comissões que temos que encaminhar ao MP e que faremos até o final desta semana, outras que dependem de comissões internas disciplinares, que já estamos designando e vamos terminar o trabalho que foi iniciado até o fim.''
No próximo dia 16, o Conselho Universitário deverá votar o relatório final da comissão processante que verificou a responsabilidade em possíveis desvios de recursos na Assessoria Estudantil.





