Plano prevê aumento para servidores
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 05 de agosto de 1998
Lucinéia Parra 
Depois de nove anos de luta e reivindicações, os servidores municipais de Maringá comemoram a conclusão do plano de cargos e salários que está na Câmara de Vereadores para ser votado. O plano prevê uma majoração na folha de pagamento de 9,8% e foi aprovado pelo prefeito Jairo Gianoto (PSDB) e pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar). Atualmente, a folha de pagamento da prefeitura é de aproximadamente R$ 4 milhões.
De acordo com Gianoto, o plano de cargos e salários vai garantir mais segurança ao servidor, que terá mais perspectiva de progressão no serviço público. Ele acredita que a partir da implantação do plano de cargos e salários, os servidores terão maior interesse e condições de se profissionalizar. O reajuste na folha de pagamento, segundo o prefeito, não vai afetar a administração. Acredito que o plano só trará benefícios, principalmente em relação à disposição e profissionalização do servidor, diz Gianoto.
Para o presidente do Sismmar, Dorival Fidélis, o plano de cargos e salários é uma vitória da categoria. Ele lembra que esta luta existe desde a aprovação da nova Constituição, em 1988, quando os serviços públicos tinham que optar por um regime jurídico único. No caso da Prefeitura de Maringá, os servidores passaram a ser regidos pelo regime estatutário, que exigia a criação do plano de cargos e salários.
Na administração do ex-prefeito, Said Ferreira (PMDB), o plano chegou a ser elaborado e encaminhado para a Câmara de Vereadores, mas acabou sendo vetado pelo ex-prefeito porque os vereadores incluíram diversas emendas no projeto do Executivo.
Desta vez, segundo Fidélis, o projeto atende às reivindicações dos servidores. Para evitar o veto do prefeito Jairo Gianoto, uma comissão representando os servidores municipais vai tentar marcar uma reunião com os vereadores para pedir que não incluam emendas. Queremos garantir que este plano de cargos e salários seja aprovado pela Câmara e também pelo prefeito, explica Fidélis.
Segundo ele, a maioria dos servidores terá um reajuste médio de 8,9%. O plano não atinge os cerca de 800 professores da rede municipal de ensino que terão um plano de cargos e salários específico para a categoria. Excluindo também os funcionários com cargos comissionados, o plano que está na Câmara contempla cerca de 3,5 mil servidores.


