"O item mais complexo, por envolver investimentos de grande monta, é o saneamento básico", explica o presidente do comitê, Everton Souzattt
"O item mais complexo, por envolver investimentos de grande monta, é o saneamento básico", explica o presidente do comitê, Everton Souzattt | Foto: Marcos Zanutto



O Comitê da Bacia Hidrográfica do Paranapanema apresentou nesta terça-feira (29), em Londrina, o Plano Integrado de Recursos Hídricos (PIRH), que levou três anos para ficar pronto. O diagnóstico aponta a necessidade de investimentos da ordem de R$ 106 milhões para colocar em prática ações ligadas à gestão de recursos hídricos. Já o orçamento global do PIRH, considerando o montante necessário para gestão de recursos hídricos e investimentos associados, é de aproximadamente R$ 2 bilhões.
Para o presidente do Comitê, Everton Luiz da Costa Souza, o grande desafio será executar as ações propostas. "Todo o resultado do estudo será trabalhado com os órgãos gestores de recursos hídricos para que o plano se torne real", comentou. Ele explica que os investimentos associados são de responsabilidade de outros setores, como por exemplo, o saneamento básico. Souza considera fundamental a união entre órgãos públicos e os diversos setores da sociedade para o sucesso do plano.
O documento, dividido em diagnóstico, prognóstico e plano de ações, lista uma série de ações que permitirão solucionar problemas existentes e explorar as potencialidades do Paranapanema. Entre os problemas apontados, Souza destaca o saneamento básico, a erosão e o controle de gestão. "O item mais complexo, por envolver investimentos de grande monta, é o saneamento básico. O impacto gerado pelas cidades precisa ser melhor resolvido. O esgoto tratado deve voltar aos rios em boa qualidade", cita. "Outra ação importante é aplicar técnicas de manutenção de solo para evitar o transporte de sedimentos para os rios da bacia", completa.
Apesar das deficiências, que segundo Souza encontram-se "muito localizadas em áreas de irrigação", o diagnóstico da saúde do rio é positivo. "A qualidade da água varia de regular para boa na maior parte da bacia. A boa cobertura vegetal é outro exemplo dos ativos ambientais da bacia", reforça. Entre as potencialidades identificadas pelo PIRH, Souza cita o grande potencial produtivo para agricultura, indústrias, e setor energético, a situação confortável quanto ao uso das águas subterrâneas, e o grande potencial turístico.
O Rio Paranapanema nasce na Serra Agudos Grandes, em Capão Bonito (SP), a uma altitude de 900 metros e percorre 929 quilômetros em um desnível de 661 metros até desaguar no Rio Paraná. A Bacia do Paranapanema totaliza 106.554,534 km², contemplando 247 municípios, dos quais 115 localizados em São Paulo e 132 no Paraná. Abrange uma população de 4.680.725 habitantes. Do PIB total dos municípios da bacia (R$ 76,5 bilhões - IBGE, 2011), aproximadamente 24% (R$ 18,3 bilhões) referem-se às atividades industriais, 13% (R$ 10,1 bilhões) à agropecuária e 63% (R$ 48,1 bilhões) aos serviços.

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