Os vereadores querem que os cinco projetos de lei que compõem o Plano Diretor de Londrina sejam apreciados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil de Londrina (Sinduscon). E ontem, a pedido do vereador e líder do Executivo na Câmara, Renato Araújo (PPB), os vereadores decidiram por unanimidade retirar os projetos de pauta, por tempo indeterminado, e enviá-los ao Sinduscon. O Plano entraria ontem em segunda votação.
No ano passado, o Sinduscon reuniu uma comissão integrada por representantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e do Clube de Engenharia. Esta comissão estudou o Plano original, elaborado pelo Instituto de Planejamento e Pesquisa de Londrina (Ippul) e propôs várias alterações, levando à modicação do conteúdo dos projetos.
Mas, esclarece o vereador Salvador Francisco (PSDB), a matéria não chegou a ser revisada pela comissão. ‘‘O Plano Diretor orienta e define o crescimento do Município pelas próximas décadas e precisa ser analisado seriamente para não abrir espaço a modificações posteriores’’, argumenta. Para falar aos vereadores sobre o que pretende a nova administração, Renato Araújo adiantou que pretende convidar o presidente do Ippul, Mário Stamm Júnior.
O vereador Antenor Ribeiro (PPB), no entanto, alertou sobre a importância do processo de análise dos projetos e votação serem agilizados. ‘‘O Plano Diretor está tramitando há um ano. Não podemos deixar a situação se prorrogar indefinidamente. A Cidade precisa ser planejada’’, afirmou em plenário. Apesar da defesa, Ribeiro não encaminhou nenhuma proposta concreta que estabelecesse um prazo para a Comissão do Sinduscon apreciar os projetos e apresentar suas sugestões. Não há previsão sobre quando o Plano será votado.
O Plano Diretor de Londrina começou a ser elaborado em agosto de 1994, por uma equipe de profissionais ligados ao Ippul. Trata-se de um conjunto de leis que visa o crescimento ordenado da cidade, estabelecendo planejamentos estratégicos nas mais diversas áreas (como urbanismo, saúde, industrialização e educação).
Antes de criar esse conjunto de diretrizes para o desenvolvimento da Cidade, o Ippul levantou uma série de dados econômicos e sociais, para traçar um perfil de Londrina. A primeira versão do Plano Diretor foi entregue à Câmara oficialmente pelo então prefeito, Luiz Eduardo Cheida, em dezembro de 1995. Desde então, os projetos de lei que compõem o Plano passaram por muitos reestudos e modificações.

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