Plano Diretor mantém debates
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 30 de agosto de 2001
Silvana Leão<BR>De Londrina 
O presidente do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (CEAL), Paulo Bombassaro, afirmou ontem que o órgão ainda não tem uma postura definida quanto à revisão do Plano Diretor da cidade, que está sendo implementada pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL). Ontem à noite foi realizada uma reunião no clube, com a presença do presidente do IPPUL, Jurandir Guatassara, com o objetivo de esclarecer sobre a necessidade da revisão e a forma como ela será feita.
''Entendemos que o Plano Diretor é recente (foi sancionado em julho de 1.998) e na época foram feitas conquistas importantes para a cidade, como a exigência do RIAU (Relatório de Impacto Ambiental e Urbano). Vemos com muita preocupação a revisão de toda a legislação contida no plano, o que coloca em risco os mecanismos já conquistados'', disse Bombassaro, definindo a situação como ''muito perigosa''.
Para o presidente do CEAL, o mais oportuno seria uma reavaliação pontual, incluindo apenas das questões problemáticas. ''O plano completou três anos recentemente, e a primeira revisão é prevista aos cinco anos. Será que este já é o momento de fazer uma revisão completa?'', questionou. Bombassaro ressaltou que não está se colocando contra o IPPUL, mas que quer apenas defender conquistas feitas pela cidade.
Bombassaro disse ainda que a análise e as sugestões relativas ao Plano Diretor têm que ser muito criteriosas e feitas com calma. ''Sentimos que as pessoas estão com muita pressa.
O presidente do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon), Clóvis Coelho, concorda com a revisão de alguns pontos, entre eles a necessidade de RIAU para todos os pedidos de mudança de zoneamento. Para Coelho, é preciso criar uma legislação que atenda à população, tornando o Plano Diretor ''mais ameno e mais funcional''. Mas diz ser contra a muitas mudanças, para que o plano não se torne ''uma colcha de retalhos''.


