Plano de manejo do Parque de Vila Velha tem mudanças
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quarta-feira, 28 de março de 2001
Denise Angelo De Ponta Grossa 
Seis meses depois da primeira apresentação, o plano de manejo do Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, será reapresentado na próxima segunda-feira. A versão preliminar foi divulgada em setembro do ano passado, quando várias instituições e organizações não-governamentais ligadas a área ambiental apresentaram críticas e sugestões para melhorar o projeto.
Segundo a diretora do parque, Maria Lúcia Miró Medeiros, se for aprovado pelo conselho gestor, o plano pode começa a ser executado já nas próximas semanas. A prioridade deve ser para as ações que objetivam minimizar os impactos ambientais que o parque vem sofrendo.
Segundo o secretário estadual do meio Ambiente, José Antônio Andreguetto, com as alterações também houve uma mudança nos valores que devem ser investidos no parque. Pelo projeto preliminar estavam previstos investimentos de cerca de R$ 712 mil. Esse valor sofreu alteração, mas não posso dizer para quanto porque tudo depende do que o conselho gestor decidir, alega o secretário.
Parte dos recursos que devem ser investidos no parque vem do Fundo Estadual do Meio Ambiente, criado no final do ano passado. Hoje o fundo tem cerca de R$ 43 milhões, obtidos através da aplicação de multas por danos ambientais.
Um dos reflexos do plano de manejo, que já pode ser sentido no parque, está na área do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). A área que antes abrigava experimentos agrícolas que exigiam o uso de agrotóxicos não está mais sendo cultivada.
O Iapar deve concluir na próxima semana um relatório que será entregue à diretoria do Instituto, apresentando as mudanças necessárias nos seus 1,3 mil hectares para adequação ao plano de manejo. Uma sugestão é a retirada de todas as árvores exóticas da área do parque, como pinus e eucalipto.
As mudanças no plano de manejo serão divulgadas somente depois de aprovadas pelo conselho gestor.


