O plano de carreira dos servidores públicos de Maringá não deverá ser votado antes do recesso da Câmara de Vereadores, no próximo dia 13. O projeto que regulamenta o plano está sendo avaliado pelo departamento jurídico da Câmara e não há previsão para ser encaminhado ao plenário para votação.
Como só restam três sessões antes do recesso, a estimativa dos próprios vereadores é que o projeto seja votado somente ano que vem.
O projeto foi vetado pelo prefeito Said Ferreira (sem partido) depois de receber 35 emendas; 23 das quais modificativas.
A principal alteração do projeto que contribuiu para o veto do prefeito foi a mudança da data de implantação do plano de carreira na prefeitura.
Data De acordo com o projeto, o plano de carreira dos servidores só será implantado em julho do ano que vem. Quando o projeto chegou na Câmara, os vereadores alteraram a data, prevendo a implantação do plano em janeiro.
O prefeito Said Ferreira vetou a proposta por causa das emendas e encaminhou o projeto original novamente para a Câmara. Desde o dia 12, o projeto foi encaminhado para o departamento jurídico da Câmara para ser avaliado e não há previsão para ser encaminhado para votação.
O Sindicato dos Servidores de Maringá (Sismar) quer que o projeto seja votado antes do recesso da Câmara. De acordo com a secretária geral do Sismar, Maria Isabel de Castro, o plano de carreira encaminhado para a Câmara ‘‘não é nenhuma maravilha’’.
Ela afirma, entretanto, que os servidores querem a votação agora para garantir a implantação do plano em julho.
‘‘Pelo menos vamos ter um plano que regularize as grades dos servidores. Atualmente, o funcionário que está há mais de dez anos na prefeitura ganha o mesmo salário que um servidor recém-contratado’’, justifica Maria Isabel. A previsão é que a partir da implantação do plano de carreira a folha de pagamento da prefeitura tenha uma acréscimo entre 10 e 15%. (Lucinéia Parra)

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