Plano de cargos está parado no Palácio Iguaçu
A paralisação dos servidores acontece um dia depois da assembléia pública programada pelos professores da Universidade. Em reunião realizada anteontem, os professores descartaram a possibilidade de paralisação, mas contam com a presença de alguns deputados no dia dos protestos. O objetivo é forçar o governador Roberto Requião a assinar o decreto que enviaria o projeto de reposição salarial dos professores para votação na assembléia. ''Nosso caso é semelhante: a proposta de PCCS está há um ano nas mãos do Governo, sem que eles enviem para votação'', comparou Nascimento. ''Inclusive nós estamos programando uma referência de solidariedade às reivindicações dos professores durante a nossa paralisação'', continuou.
De acordo com informações da assessoria de imprensa do Palácio Iguaçu, as secretarias estaduais de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e de Administração devem convocar as duas categorias para uma reunião ainda neste mês. A intenção seria apresentar algumas propostas para a discussão de um novo PCCS, usando como base propostas do governo e dos sindicatos. A assessoria também confirmou que o PCCS dos servidores ainda não foi enviado para apreciação dos deputados.
O pró-reitor de recursos humanos da UEL, Rodne de Oliveira, reiterou a prioridade na implantação do PCCS para os servidores, reafirmando a posição do governo do Estado. ''A secretaria de administração se comprometeu a fazer uma primeira leitura da nossa proposta em maio'', afirmou. ''Também temos pedidos protocolados na na secretaria desde 2003 para a contratação de mais funcionários, pleiteando servidores para todos os setores'', garantiu.
Quanto à reavaliação dos adicionais, Oliveira destacou que os servidores ''precisam entender que eles não são complementos dos salários, mas sim pagamentos legais efetuados em função das condições de trabalho''. ''Esta reavaliação é um processo constante e acontece desde o ano passado. Dentro dos parâmetros legais, não há como continuar a pagar um adicional se for constatado que a universidade promoveu intervenções para que o perigo ou a insalubridade fossem extintas. Por outro lado, um servidor que não recebe um adicional pode passar a recebê-lo, se for constatada a necessidade'', concluiu.





