O presidente da CMTU, Gabriel Ribeiro de Campos, garantiu ontem que os custos apurados na planilha que serviram de base para cálculo da tarifa estão corretos e foram levantados por uma equipe técnica que faz o trablho há quatro anos. Ele apontou que a CMTU está fazendo um levantamento e cópia de toda a documentação solicitada pelo Ministério Público.
Campos argumentou que o reajuste da tarifa não foi feito às pressas e que o momento escolhido para sua implementação não teve qualquer objetivo oportunista. ''O estudo já vinha sendo feito há mais de 30 dias e quando assumi (no início de janeiro), analisei os cálculos, entendi o funcionamento da planilha para ter segurança de que atendia a todos os requisitos e encaminhei para aprovação do prefeito'', esclareceu.
Quanto à possibilidade da bilhetagem eletrônica baratear o preço da tarifa do transporte coletivo, o presidente da CMTU argumentou que isso ainda não ocorreu porque o sistema é utilizado por apenas 50% dos usuários. Tal logo atinja a grande maioria dos passageiros, Campos apontou que será possível manter o mesmo padrão de serviço, racionalizar a utilização das linhas subutilizadas, reduzir quilometragens e o custo final do bilhete. Ele também disse ser favorável à retomada do debate para criação de um conselho municipal do transporte coletivo.
O gerente geral da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Gildalmo de Mendonça, comentou o pedido do Ministério Público ''endossa um serviço da CMTU e o custo da tarifa'', o qual ele próprio disse considerar alto e que afugenta os passageiros. Um levantamento feito pela empresa teria constatado que o número de passageiros transportados por quilômetro vem caindo ao longo dos anos. Conforme suas informações, em maio de 1997, a média era de 2,75 passageiros transportados por quilômetro. Em maio de 2002, essa proporção foi de 2,02 e caiu para 1,8 passageiros por quilômetro em janeiro deste ano. ''A tarifa está chegando a um patamar de transporte de luxo'', analisou.
A direção da Francovig, outra empresa que atua no município, não fez comentários sobre a decisão do MP. Através da assessoria de imprensa, a Francovig informou que ''a empresa estará à disposição para fornecer todas as informações solicitadas''. (L.A.)

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