A definição do novo valor da tarifa do transporte coletivo em Londrina depende da negociação do reajuste salarial dos motoristas, cobradores e funcionários administrativos da empresa Transporte Coletivo Grande Londrina (TCGL), que estão em data-base. Por enquanto, nos cálculos da Companhia Municipal de Transporte e Urbanização (CMTU) a tarifa subiria de R$ 1,00 para R$ 1,08. Há 16 meses a passagem de ônibus não é reajustada.
Ontem o presidente da CMTU, Wilson Sella, entregou ao prefeito Nedson Micheleti (PT) a planilha de custos ainda inacabada. ‘‘Os estudos não estão concluídos já que há índices importantes que devem compor a planilha, como o do reajuste salarial’’, explicou Sella. A TCGL e a Francovig querem uma tarifa de R$ 1,32, considerando a possibilidade de um reajuste salarial de 8%. Sella afirmou, no entanto, que o aumento não chegará a este valor, mas demonstrou apreensão quanto ao índice de reajuste salarial que ainda não foi definido.
Segundo ele, o impacto da folha de pagamento é grande e por isso o índice de reajuste salarial é um quesito que exige muita atenção. ‘‘Não podemos trabalhar com achismos, estamos fazendo um estudo técnico de forma que viabilize a nova tarifa por um tempo longo, sem novos reajustes’’, disse Sella.
Depois de se reunir por mais de uma hora com o presidente da CMTU e dois técnicos, o prefeito afirmou que a planilha servirá de base para os estudos que decidirão o novo preço da tarifa. Segundo ele, os cálculos deverão ser disponibilizados na Internet para que a população tenha acesso.

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