Planetário deve ser inaugurado no 2º semestre
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terça-feira, 23 de maio de 2006
Adriana ItoReportagem Local 
Um problema no projeto elétrico causou mais um atraso nas obras do Planetário de Londrina, em andamento desde outubro do ano passado. De acordo com Mirian Batista, assessora de planejamento da Secretaria de Educação, a Copel não aprovou o projeto inicial e a estimativa é de que sejam necessários mais R$ 101 mil para readequar as instalações de acordo com os padrões da companhia de energia e ao aditivo de obra (as outras adequações que não estavam previstas na planilha).
O diretor de Orçamento da Secretaria de Planejamento, Edson Antônio de Souza, encaminhou ontem ao prefeito Nedson Micheleti um pedido para um projeto de lei requerendo o montante na forma de crédito adicional especial. ''Assim como aconteceu com a verba para a reforma do Planetário, esse dinheiro não estava previsto no orçamento do município, e deve vir do salário educação do governo federal'', afirma.
A Secretaria de Educação assumiu a reforma e manutenção do prédio, que, depois de inaugurado, deve ser administrado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), através do Projeto Planetário.
Segundo Mirian, o anexo ao lado da estrutura principal já está praticamente pronto e conta com sanitários, sala de informática e uma área para exposições. Também foram implantados um sistema de ar condicionado e uma guarita de segurança, além da readequação das instalações do antigo planetário.
''A previsão é de que as obras sejam concluídas até agosto, quando técnicos especializados da Itália virão instalar o projetor e ensinar funcionários a operá-lo'', calcula a professora Rute Helena Trevisan, coordenadora do Projeto Planetário. Ela acredita que o prédio deve ser inaugurado ainda no segundo semestre deste ano.
Localizado ao lado da Supercreche da cidade, na Rua Benjamin Constant, o planetário chegou a ser inaugurado em 1993, mas nunca entrou em funcionamento por falta de estrutura interna na época não havia nem mesmo o projetor, equipamento essencial para um planetário. Depois de passar uma década desativado, o projeto foi assumido pela Secretaria de Educação do município, e em 2004 criou polêmica depois de a Câmara Municipal aprovar uma verba de R$ 138 mil, sendo que boa parte do dinheiro era resultado da anulação de 12 repasses de verbas para entidades sociais.
Em um novo projeto de lei aprovado em maio do ano passado, foi destinado um total de R$ 202 mil para a reforma das instalações e construção de um anexo. Conforme informações do diretor de orçamento, porém, o valor total utilizado foi de R$ 146 mil para a reforma e mais R$ 20 mil para a aquisição de 45 poltronas.
O planetário integra o Museu de Ciência e Tecnologia de Londrina, juntamente com o Centro de Ciências e o Observatório, ambos em fase de implantação. Além dos investimentos da Fundação Vitae (R$830 mil), o complexo conta com recursos da prefeitura e da UEL.
O Paraná tem hoje outros três observatórios: em Curitiba, União da Vitória e Ponta Grossa o mais antigo do Estado, fundado em 1957.


