Um grupo com mais de 40 pessoas de vários estados do Brasil e de alguns países da América Latina observando pontos turísticos e a rotina de Curitiba. Quem passa por perto imagina que se trata de um grupo em um passeio turístico. Mas não é. Muito pelo contrário, são estudantes e profissionais da área do Turismo que passaram ontem por vários pontos do centro de Curitiba para analisar as estruturas do planejamento urbano e ambiental da Capital.
Guiados pelo professor José Manoel Gonçalves Gândara, coordenador do Departamento de Turismo da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o grupo analisou como o planejamento urbano e ambiental influencia a determinação da cidade como um destino turístico. Gândara apresentou estruturas criadas para a população local e que fazem de Curitiba uma referência para visitantes de outros municípios do Brasil e do Exterior. ‘’São fatores que conformam a cidade, antes sem muitos atrativos, a um maior reflexo de planejamento para a população’’, explica o professor.
Tais fatores são percebidos no cuidado com o meio ambiente, no saneamento básico, nas áreas de lazer, no sistema de transporte e nos instrumentos direcionados para o turismo, como as linhas de ônibus específicas, centros de informação e mesmo os pontos turísticos. Gândara afirma que o planejamento direcionado para o meio ambiente começou na década de 1970. Já a preocupação com a atividade turística iniciou-se em meados de 1990, com uma campanha para fortalecer a identidade local junto à população e a participação de diversos setores da sociedade. ‘’É o orgulho de ser curitibano e de determinadas etnias’’, diz.
O grupo passou a pé por pontos importantes da cidade como o Bosque do Papa, Largo da Ordem, Praça Tiradentes, Rua XV de Novembro e Praça Eufrásio Correia, que unem vários fatores de planejamento urbano e ambiental. Em cada parada, conheciam um pouco da história do local e faziam comparações com as suas cidades. Quando perguntados sobre a diferença entre a terra de origem e Curitiba, a resposta é unânime: falta planejamento para a cidade deles e a população também não exige melhorias. ‘’O curitibano também é mais crítico’’, analisa Gândara.

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