Placenta é usada em trauma ocular
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 12 de outubro de 2001
Luciano Augusto<br> De Londrina 
O avanço tecnológico, tanto de equipamentos quanto de medicamentos, no campo da medicina ocular trouxe de volta uma técnica conhecida desde 1945: o uso da membrana amniótica da placenta para recuperar olhos queimados com cal ou atingidos por pterígio - lesão provocada por exposição ao sol e a poeira, conhecida também como catarata externa.
Segundo o presidente da Associação Paranaense de Oftalmologia (APO), Hamilton Moreira, as queimaduras com cal acometem, principalmente, trabalhadores da construção civil, por falta do uso de óculos de segurança, e crianças, em brincadeiras com cal, podendo levar à cegueira total. Já o pterígio, é bastante comum no norte do Estado, pelo excesso de sol e poeira.
Moreira explicou que a membrana da placenta pode ser usada porque é similar à membrana conjuntiva que cobre o olho. Ela consegue reverter a lesão e o paciente volta a enxergar.
Moreira esteve em Londrina participando do 26º Simpósio Anual da Associação Paranaense de Oftalmologia, que começou ontem e prossegue hoje, com a presença de mais de 350 participantes. Os profissionais de oftalmologia discutem tratamento de doenças oculares e novas técnicas de tratamento.
Jutamente com o simpósio, acontece também a 1ª Campanha de Prevenção do Trauma Ocular da regional norte da APO.


