O local onde Evelin Batista foi atropelada é um ponto perigoso de travessia e os próprios funcionários da Rodoviária costumam ver dezenas de pessoas se arriscarem todos os dias. Apesar de haver uma passarela de travessia para o outro lado da calçada por baixo da pista dos ônibus, a falta de sinalização prejudica quem circula por lá. Na tarde de ontem a reportagem esteve no local e flagrou diversos pedestres, entre adultos e crianças, passando pelo mesmo trecho onde a menina e sua avó foram atingidas.
  Além do risco de acidente, a falta de sinalização atrapalha a vida de pedestres. César Costa Junqueira, morador de Curitiba, já havia passado duas vezes por dentro da passagem ontem, tentando encontrar o acesso para pedestres. ‘‘Entrei aqui achando que fosse chegar lá dentro. Não imaginei que fosse simplesmente sair do outro lado da pista’’, comentou, indignado.
  O presidente da Companhia de Trânsito e Urbanização
(CMTU) de Londrina, Mauro Yamamoto, disse que uma equipe da companhia esteve no local na tarde de sexta-feira e que placas de sinalização já estão sendo providenciadas. ‘‘Já estamos pintando algumas placas e vamos definir quais serão os dizeres. O objetivo é é deixar bem esclarecido que ali existe uma passagem para pedestre’’, disse garantindo que as placas será instaladas esta semana.
  Yamamato informou que também irá enviar ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) a proposta de uma passarela que facilite a travessia do pedestre mais próximo à rotatória da Via Expressa, além de um recuo do ponto de ônibus que fica na frente da Rodoviária.

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