Londrina - Placas de rua de Londrina têm apresentado péssimo estado de conservação e isso implica na falta de informações básicas para quem quer se deslocar com segurança pela cidade sem depender de informações de terceiros. Na Praça Sete de Setembro, por exemplo, há uma placa em que foi colocado um adesivo inteiriço com o nome do espaço, mas a ação do sol e da chuva descolou o adesivo e a placa perdeu sua função. O mestre de obras Ivo Vidal dos Santos, 56 anos, que não é de Londrina, reclamou: "Para quem é de fora, a deterioração do adesivo das placas dificulta a identificação de nossa localização".
Na esquina das ruas Araguaia e Guaporé, o nome de uma das vias está ilegível devido ao descolamento das letras brancas que foram adesivadas na placa azul. Para o representante comercial José Ronaldo dos Santos, 61, uma placa com este tipo de adesivo configura desperdício de dinheiro público, pois a qualidade do material é ruim e a durabilidade pequena. "É dinheiro jogado no lixo."
O comerciário Paulo Alexandre de Oliveira, 33, revelou que havia uma antiga placa com o nome da rua no imóvel onde trabalha, mas que fiscais da prefeitura orientaram para que ela fosse retirada em função da lei Cidade Limpa. "Nós retiramos para não sermos multados. Aí colocaram essa placa que não dá para ler nada. Outro dia perdi um cliente porque ele não achou a nossa loja", desabafou.
Para quem trabalha como entregador, a agilidade do serviço depende da pronta identificação dos endereços, mas isso fica quase impossível em alguns bairros de Londrina, que não possuem placas seja pelo vandalismo, pela pela falta de manutenção ou porque o nome da via nunca foi colocado por falta de recursos ou descaso. "No Jardim Jamaica (zona oeste) faltam placas com os nomes das ruas. E quando elas existem, estão mal posicionadas e é quase impossível conseguir ler alguma coisa durante a noite", criticou o entregador Fernando Felipe, 35.
No Jardim Nova Olinda 2, nem mesmo os moradores dão seus próprios endereços aos entregadores. O pedreiro Serafim Dias Rocha, 58, costuma usar pontos de referência para orientar as pessoas a chegar em sua casa. "Eles ficam perdidos se eu não fizer isso."
No cruzamento das avenidas Rio Branco e Brasília há outro exemplo de placa ilegível em função do descolamento do adesivo. O local tem um grande fluxo de veículos de fora da cidade e muitos carros diminuem a velocidade para tentar ler o que está escrito. No cruzamento das ruas Pernambuco e Piauí, as letras brancas da placa também estão se descolando. Para o construtor Celso Massaro Thibes, 63, é preciso conservar as placas para que a informação obtida no GPS seja confirmada pela sinalização.
Em bairros novos, como o Residencial Vista Bela, a Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) fixou os nomes das ruas nos imóveis de esquina. No entanto, vários moradores levantaram muros e as placas ficaram encobertas. O pintor Carlos Feliciano, 34, foi contratado para um trabalho no bairro e teve de perguntar para várias pessoas onde ficava a rua. "Quando achei o endereço, vi que a placa estava atrás do muro", revelou.
A falta de informação é tamanha, que a referência dos moradores no bairro são algum ponto comercial ou uma casa. A salgadeira Viviane Carneiro, 29, usa este artifício. "Aqui a gente fala que um endereço fica na rua do mercado, na rua do açougue, na rua da borracharia. Eu mesmo tenho dificuldades para achar as ruas."

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