Dimitri do Valle
De Curitiba
‘‘Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço’’. É com este conhecido jargão popular que o advogado Vitório Sorotiuk quer provar na Justiça que a festa de réveillon no Parque Barigui será lesiva ao meio-ambiente. O principal argumento de Sorotiuk são as placas espalhadas pela Prefeitura para disciplinar a sonorização dos automóveis que circulam no parque. Segundo as placas, o nível de ruído não pode ultrapassar os 55 decibéis durante o dia e 45 decibéis no período noturno. A festa organizada pela Prefeitura prevê foguetório e shows musicais, que provocarão ruídos acima dos estabelecidos pela legislação municipal vigente no Barigui.
O advogado prepara um agravo de instrumento para ser impetrado no Tribunal de Justiça na segunda-feira com a finalidade de impedir a promoção do evento. ‘‘Há placas que a própria Prefeitura colocou no parque. Esta determinação vale tanto para o público como para a autoridade’’, reclama Sorotiuk. O advogado diz que a municipalidade caiu em ‘‘contradição’’ ao defender a realização do evento no Barigui, em detrimento da legislação que proíbe o barulho no local.
Sorotiuk questiona a localização do palco montado para a festa. Ele está a cinco metros do lago do parque. O Código Florestal e o Conselho Nacional do Meio Ambiente, cita ele, determinam que a construção fique a pelo menos 30 metros de distância. A assessoria de imprensa da Prefeitura de Curitiba informou que não haverá mais pronunciamento oficial sobre a polêmica. A manifestação do governo municipal só ocorrerá numa eventual decisão judicial sobre o caso.

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