A frase está gravada no bronze: ''Aqui tem história''. A madeira é nobre, símbolo de uma época em que o verde era farto na terra roxa. Mas nem a nobreza da peroba rosa e nem a placa indicando um esforço para preservar o que resta do patrimônio de Londrina foram suficientes para impedir que um integrante do grupo que está pintando o muro do Zerinho, no Bosque (Área Central), mascarasse o tom natural da madeira com a tinta latex branca. Os trabalhos, que contam com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, através da Rede da Cidadania, e autorização da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), utilizam técnicas de grafite e mural.
Um dos monitores do grupo explicou que ''a peroba estava interferindo no desenho'', por isso o autor, estudante de Educação Artística da Universidade Estadual de Londrina (UEL), a pintou. Já o responsável pela obra, que preferiu não se identificar, informou que a tinta escorreu e ele não teve outra alternativa. ''Estava feio e acabei pintando. Foi sem querer, não sabia que a peroba era um símbolo da cidade.''
A presidente da CMTU, Rosimeiri Suzuki, afirmou no final da tarde de ontem que uma equipe iria até o local verificar o estrago e providenciar uma forma de recuperar o monumento. Já o coordenador da Rede da Cidadania, Claudio Rodrigues, e o secretário municipal de Cultura, Valdir Grandini Alvarez, não foram localizados para comentar o assunto.

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