Pizzaria homenageia banda que tocava em igreja
Dinha Marquezine, da Seda Cáustica, diz que, mesmo quando acha o nome de um estabelecimento comercial inusitado, não o considera ridículo. ''Ninguém batiza seu comércio com qualquer nome. Por pior que ele pareça, com certeza é algo que significa uma coisa para o proprietário, foi o melhor que ele conseguiu fazer. Por isso respeito qualquer nome'', diz ela.
No caso da Pizzaria La-Baredas, que funciona na Vila Casoni há quase dois anos, o que soa irreverente teve uma origem triste. ''Sou evangélico e na minha igreja tocava um conjunto muito bom, chamado Os Labaredas. Eram ótimos. Só que os integrantes morreram num acidente de trânsito em Assis (interior de São Paulo)'', conta Benedito Fonseca, um dos proprietários do La-Baredas. ''Decidi que, quando tivesse um comércio, eu homenagearia a banda''.
A separação em 'La-Baredas' tinha o objetivo de fazer referência a outro restaurante de massas da cidade, onde Fonseca trabalhou por cinco anos. ''Ficou meio italiano'', aponta Renan Almeida Silva, o outro proprietário da pizzaria. Os sócios consideram que o nome deu sorte ao estabelecimento, e informam que a pizza mais vendida é sempre a xará do restaurante. Nesse caso, muito mais pelos ingredientes do que pelo nome abençoado: a La-Baredas é o item mais recheado do cardápio, com catupiry, lombo e vários outros componentes.





