DivulgaçãoConscientizaçãoChefe regional do IAP, Orlei Ziegemann, orienta os alunos sobre a importância da recuperação das matasO Escritório Regional do Insituto Ambiental do Paraná (IAP) em Pitanga (88 km ao norte de Guarapuava) espera ansioso a próxima edição do Guiness Book, o Livro dos Recordes Mundiais. O motivo é ver o órgão e a região incluídos num dos livros mais famosos do mundo. Para chegar ao Guiness, o IAP coordenou no mês passado o plantio simultâneo de 132.840 mudas de árvores em seis municípios da região. O recorde anterior pertencia à África do Sul, com 101.165 mudas plantadas.
‘‘Foi memorável para Pitanga e municípios vizinhos’’, comemora o chefe local do IAP, Orlei Ziegemann. ‘‘A inclusão no Guiness assume um feito de suma importância, principalmente devido à conscientização e mobilização popular’’. Somente em Pitanga foram plantadas 80.344 mudas. Outras 23.623 foram plantadas em Palmital. Completam a lista de recordistas Boa Ventura de São Roque (10.470), Santa Maria D’Oeste (7.500), Laranjal (5.580) e Mato Rico (5.320).
O plantio das mudas foi feito por cerca de 30 mil estudantes de escolas públicas e particulares dos seis municípios. As mudas foram estrategicamente distribuídas em cada um deles de acordo com cronograma da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos. ‘‘É importante salientar que a distribuição de número tão elevado de árvores não se deu de forma desordenada’’, ressalta Ziegemann. ‘‘Ela seguiu parâmetros racionais’’.
As áreas reflorestadas foram demarcadas em conformidade com as necessidades. Os destinos das mudas foram direcionados especialmente para recomposição das matas ciliares de todos os afluentes dos rios da região de Pitanga e das bacias hidrográficas dos rios Piquiri e Ivaí. A quebra do recorde, no entanto, só foi possível devido ao programa Florestas Municipais, que está criando em cada município do Estado um setor de desenvolvimento florestal.
OusadiaFoi através desse programa, criado pela Secretaria do Meio Ambiente, que o IAP de Pitanga pôde contar com 79.400 mudas oriundas de Cianorte, 8.900 de Ponta Grossa e 5.000 de União da Vitória, além de árvores produzidas em viveiros próprios de Palmital e Pitanga. Todas as mudas plantadas em Laranjal e Mato Rico, por exemplo, saíram de Cianorte. Das 80.344 árvores plantadas em Pitanga, 57.660 também foram oriundas de viveiros de cianortenses.
Segundo Ziegemann, o Paraná é um exemplo típico do que ocorre no País. Corta-se no Estado, em média, 200 árvores por minutos, mas só 80 são repostas. Resultado: restam apenas 8% de remanescentes nativos, isso graças à preservação de floresta atlântica, que concentra a maior parte dessa porcentagem. ‘‘Somente iniciativas ousadas, com o envolvimento maciço da sociedade, podem fomentar a conscientização e contribuir para a reversão do quadro atual’’.

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