Novos cursos nas áreas da saúde, engenharia e tecnologia, superando os sete mil alunos. Esse é o principal plano do grupo Kroton Educacional para a União Metropolitana de Ensino Paranaense. A instituição londrinense de ensino superior tem 3.080 alunos e foi adquirida pelo grupo mineiro por cerca de R$ 18 milhões. ''Queremos transformar a unidade de Londrina em centro de excelência de formação de ensino superior'', projeta Aécio Lira, reitor das Faculdades Pitágoras.
Segundo o reitor, a idéia é não só aproveitar os cursos já oferecidos pela Metropolitana, mas também oferecer novos para atender à demanda de mercado da região. Lira adianta que o campus Metropolitana das Faculdades Pitágoras vai priorizar a área da saúde, oferecendo cursos como fisioterapia, nutrição e educação física, além dos já existentes cursos de enfermagem e psicologia. ''Hoje não tem mais sentido ter cursos solitários, mas sim núcleos mais abrangentes'', explica.
A rede Pitágoras também deve ampliar o núcleo de engenharia, passando a oferecer as opções de engenharia civil, mecânica e de controle de automação, com possibilidade de ampliar para engenharia química e ambiental.
A terceira demanda a ser atendida é em relação aos cursos superiores tecnológicos, em especial de formação em agronegócio. ''É um curso de 2 a 2,5 anos de duração, que vem atender à grande demanda de mão-de-obra especializada da região'', justifica Lira, lembrando que já está aprovado o curso de cosmetologia. Com a maturação de todos esses projetos, o reitor calcula que o campus londrinense supere os 7 mil alunos. ''Com isso, teremos a oportunidade de criar novos empregos, além de ampliar a infra-estrutura'', acrescenta.
Lira ressalta que, além de uma pesquisa identificando o potencial de crescimento em Londrina, a rede baseou-se também na estrutura e no padrão de excelência já oferecidos pela Metropolitana. Isso permitiu ainda que o processo de adequação ao sistema Pitágoras possa ser realizado sem atropelos.
''Por enquanto, os alunos vão continuar no sistema atual, e o novo sistema vai ser incorporado aos novos estudantes de maneira suave'', esclarece. Aléssia Franco, diretora de comunicação institucional do grupo Kroton, complementa ainda que não haverá demissões. ''O projeto é de expansão, e por isso não há qualquer ruptura'', garante.
Segundo Alécia, já no começo do próximo ano a rede vai iniciar uma campanha institucional para se apresentar à sociedade, e o primeiro vestibular será no final de janeiro. A diretora destaca que um dos diferenciais da rede são as parcerias internacionais, que permitem cursos em 11 diferentes países. ''Além disso, disponibilizamos o 'Crédito pra valer', em que financiamos cursos em condições especiais aos alunos'', informa.
Alécia destaca ainda o sistema educacional da rede Pitágoras, que prioriza a qualidade por meio do desenvolvimento de disciplinas, aulas e material didático por profissionais renomados, treinamento de professores, avaliação e monitoramento de resultados.
A rede Pitágoras tem mais de 14 mil alunos de ensino superior, nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Maranhão. Londrina é a primeira cidade do Paraná a integrar a rede. Além disso, o grupo Kroton tem uma rede de ensino básico com 595 escolas associadas.

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