Pistoleiros invadem casa e matam ex-vereador
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terça-feira, 20 de março de 2001
Maurício Borges De Apucarana 
O agricultor e ex-vereador de Ortigueira (110 km ao sul de Apucarana), Arlindo da Silva Silvestre, o Carabina, 56 anos, foi morto anteontem, às 22 horas, por dois pistoleiros que invadiram sua casa. Segundo a polícia, ele foi executado com um tiro na nuca e morreu no local.
Os dois homens, ainda não identificados, bateram à porta e foram atendidos por uma filha do agricultor. Imediatamente, a moça foi surpreendida pelos pistoleiros que invadiram a casa de armas em punho.
Um dos pistoleiros manteve Arlindo da Silva Silvestre sob a mira de um revólver, enquanto o outro prendeu a esposa e três filhas do casal num quarto da casa. Depois disso, o agricultor foi morto com um tiro disparado à
queima-roupa.
Antes de deixar o local, a dupla revirou a casa, jogando gavetas chão e quebrando utensílios. Eles levaram somente R$ 150,00 que Silvestre carregava no bolso da calça. Na fuga os pistoleiros utilizaram uma caminhonete Saveiro, que foi abandonada a 1.200 metros da casa, próximo à área urbana de Ortigueira.
No dia 24 de janeiro Arlindo da Silva Silvestre sofreu um atentado. Ele foi atingido por um disparo de cartucheira, quando passava por uma estrada rural do município. O tiro partiu de um matagal à margem da estrada.
Na época, Carabina sofreu ferimentos na cabeça e tórax, e ficou internado por dez dias no Hospital São Francisco. O delegado Valter Helmult instaurou inquérito policial, mas as investigações não chegaram ao autor ou mandante do atentado.
Em depoimento prestado à Justiça, Carabina acusou um vereador de Ortigueira de ser o mandante do atentado. A polícia local não quis revelar o nome do vereador acusado pela vítima. O investigador Jeferson disse que qualquer tipo de informação só poderia ser dada pelo delegado Valter Helmult que na tarde de ontem estava em diligências.
No cartório criminal do Fórum de Ortigueira, funcionários também se negaram a dar informações sobre o processo. O juiz Gabriel Leonardo Souza de Quadros, que estava em audiência, disse que só poderia atender à Folha hoje.


