Pistola controla situações de risco
São José dos Pinhais - Depois de um ano da adoção do Taser em São José dos Pinhais, as pistolas foram disparadas apenas seis vezes. Em todas, acabou por controlar situações de risco.
A primeira vez em que foi disparada foi contra um homem sofrendo de um surto psicótico ameaçava matar pessoas com uma foice e depois se matar. Atirava pedras contra quem tentava se aproximar. Em outro caso, jovens depredavam a biblioteca municipal. Quando receberam a voz de prisão de homens da guarda, um deles simulou esconder uma arma de fogo debaixo da blusa. Em um terceiro momento, um homem alcolizado foi flagrado com produtos de um roubo reagiu com violência ao anuncio da prisão.
Nas três situações, os homens receberam a descarga elétrica do Taser e acabaram imobilizados no chão. Deixaram de oferecer risco para população e para eles próprios. Por trás do gatilho, um homem: Aderson Caetano Bissoli, agente da Guarda Municipal de São José dos Pinhais. Ele foi o autor de quatro dos seis disparos da arma não-letal na cidade. "O uso foi coincidência", justifica.
Bissoli conta que sempre que aperta o gatillho, segue uma graduação progressiva do uso da força, avaliando o perigo da situação e a necessidade de utilização. "O uso do Taser evita o contato físico e faz com que a pessoa perca a capacidade de se mover", explica. Ao ser atingida pela descarga, uma espécie de cãibra generalizada se espalha pelo corpo, gerando uma sensação de desconforto, mas não de dor.
Em São José dos Pinhais, todas as vezes que o uso da pistola se faz necessário, há um acompanhamento da Secretaria Municipal de Segurança Pública, que verifica possíveis excessos. "Se acontece isso, é aberta uma sindicância", revela Bissoli. Ele acredita estar bem treinado para carregar a pistola: "nós já temos uma histórico anterior ao Taser de experiência de rua".
O chefe de operações da Guarda Municipal da São José dos Pinhais, Paulo Thomaz, diz que aconselha que as guardas de outros municípios adotem esse tipo de arma não-letal. "É recomendável para o uso progressivo da força, pois a pistola preenche lacunas na escala", expliva. O agente Bissoli concorda. "Já fui acionado para usar a arma e não usei. Nós procuramos fazer um uso lúcido dela", comenta. (T.A.)





