Pistas identificam sequestradores
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quarta-feira, 08 de julho de 1998
Marcos Zanatta 
A Polícia Civil de Maringá conseguiu ontem mais provas da participação do assaltante Ademir Bitencourt, 43 anos, no sequestro de familiares do gerente geral e do tesoureiro do Banco do Brasil de Maringá, que rendeu R$ 1,5 milhão para a quadrilha. O sequestro aconteceu na manhã de segunda-feira. Um grupo de mais ou menos oito homens fez 10 pessoas reféns por seis horas.
Bitencourt está com a prisão preventiva decretada. Mesmo sem mandado judicial, policiais entraram em uma casa de Bitencourt no centro de Marialva. No local, foram encontradas etiquetas de roupas sociais, notas fiscais de lojas de Maringá e uma conta telefônica.
Através das ligações da conta a polícia levantou endereços que estão sendo investigados. O delegado-adjunto da 9ª Subdivisão Policial de Maringá, Roberto Fernandes, acredita que os sequestradores não estejam mais na região. Ele disse ainda que a polícia estranhou a quantidade de pistas deixadas pelo grupo.
Vizinhos da casa disseram à polícia que Bitencourt apareceu na cidade há cerca de duas semanas, mandou pintar o imóvel de salmão e trocou um carro com alguns amassados por uma caminhonete branca. Todas as casas da rua são brancas, e a cor diferente facilitou a identificação.
A polícia conseguiu informações também que Bitencourt comprou os celulares, utilizados para o sequestro, de um morador de Marialva. Os números dos telefones não foram divulgados para não atrapalhar as investigações. O delegado Fernandes revelou que outro nome suspeito é do psicólogo Ademir Martins Leal, foragido da Casa de Detenção de São Paulo. Leal é condenado por sequestro e extorsão, e opera da mesma forma como a quadrilha agiu contra os funcionários do BB de Maringá. A polícia espera uma foto dele para as vítimas confirmarem a participação no crime.


