Londrina possui várias avenidas com pistas duplas, mas a maneira como elas foram planejadas ou implantadas faz com que os motoristas esbarrem em pontes construídas em pistas simples, resultando em gargalos para o trânsito.
O trecho da Avenida Castelo Branco, entre os jardins Presidente e Universitário (zona oeste) é um exemplo. O fluxo de veículos tem origem em vias de pista dupla como a Avenida Maringá e a Rua Goiás e a própria Avenida Castelo Branco até o final do Jardim Presidente. No entanto, quando se aproxima da ponte sobre o lago Igapó 4, a pista volta a ser simples e há um congestionamento dos veículos nos horários de início ou saída das aulas da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Recentemente, a secretaria estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedu) anunciou que a Castelo Branco será contemplada com obras de duplicação e também a ampliação de duas pontes, o que pode solucionar o problema de trânsito na região. Ao todo a obra terá 12,078 m2, com toda a infraestrutura para sua implantação, com uma especial atenção à infraestrutura da ponte, que por duas vezes ficou intransitável devido às fortes chuvas.
O servidor Eli Siqueira, de 60 anos, trabalha na UEL desde a sua fundação e há 40 anos dirige pelo trecho. Ele ressaltou que essa obra é esperada desde que a UEL foi implantada, há 43 anos, e destacou que além da comunidade universitária, a via tem sido muito utilizada por pessoas que querem se dirigir ao Shopping Center Catuaí. "É uma obra aguardada porque se tornou uma via rápida", declarou.
Segundo o prognóstico da secretaria municipal de Obras, a obra será licitada, contratada e com ordem de serviços ainda neste ano, sem detalhar qual mês. O secretário Sandro Nóbrega afirmou que não houve ruína da ponte, nas duas vezes em que ela foi interditada. "O aterro cedeu, por conta da contenção executada anteriormente, inadequada. A forma como será executada a obra contemplará o uso de técnicas corretas, supervisionadas por engenheiros da Secretaria de Obras de Londrina", declarou.
Outra via que está sendo duplicada é a Rodovia Mabio Gonçalves Palhano, localizada na Gleba Palhano (zona sul). Os recursos obtidos da Sedu não contemplam a duplicação das pontes. A consequência disso é que o trânsito para os condomínios, chácaras e propriedades rurais continuará complicado em horários de pico, mesmo quando as pistas forem concluídas. O funcionário público federal Bruno Oliveira ressaltou que a duplicação com pontes em pistas simples não dará a fluidez necessária para a região. "Aqui serão dois gargalos para o trânsito na rodovia. Eu moro na Estância Cabral e passo por aqui todos os dias. Além de dirigir eu passo por aqui de bicicleta e é horrível", declarou.
O calheiro Edilson Lima está sem trabalhar justamente por causa desse afunilamento. Ele relatou que um motorista que trafegava na sua frente teve de frear para evitar uma colisão com uma bicicleta que atravessava a ponte. Lima freou, mas o veículo que vinha atrás não conseguiu parar. "Até agora não consegui ser indenizado pelo estrago. O fluxo dessa avenida é muito perigoso", declarou.

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