Instituto de CriminalísticaO suspeito de ter executado GransA polícia ainda não concluiu as investigações sobre a morte de Dilberto José Gonçalves da Silva, 36 anos, mas trabalha com a hipótese de que ele pertencia à mesma quadrilha de Evandro Cesar Grans, também executado em Londrina, em janeiro. Dilberto foi executado a tiros na sexta-feira passada, na rua Santa Luzia, na vila Santa Terezinha (zona leste). Ele foi morto com 11 tiros, disparados por um homem que estava acompanhado por um outro casal.
O delegado-operacional da 10ª Subdivisão Policial, Valdir Abrahão, disse que há a possibilidade de que o crime esteja ligado à execução de Evandro Grans, 23 anos, ocorrida nas esquina das ruas Minas Gerais com a Benjamin Constant. ‘‘Não podemos descartar que estes dois crimes foram praticados por uma mesma quadrilha, envolvida em roubos de veículos, cargas e assaltos a bancos’’, afirma o delegado.
Em matéria publicada ontem na Folha Cidades, o diretor geral da Secretaria de Segurança, Fajardo Farias, confirmou que as rodovias da região norte do Paraná se tornaram alvo de quadrilhas que roubam, principalmente, cargas de caminhão. O delegado do 1º Distrito Policial, Edmo Ermenegildo, que investiga a morte de Evandro Grans, disse que não tem pistas dos matadores, mas não tem dúvidas de que Grans fazia parte de uma quadrilha que roubava caminhões. Com ele foram encontrados documentos de quatro caminhões, que, possivelmente, seriam usados para ‘‘esquentar’’ veículos roubados.
A única referência que o delegado possui para dar continuidade às investigações é o retrato falado do possível matador de Evandro Grans. A outra referência é que ele tinha família em Sorocaba (SP) e tinha mandado de prisão naquela cidade. ‘‘Nenhuma testemunha ocular do crime foi à delegacia prestar depoimento’’, afirma Ermenegildo.
A morte de Dilberto está sendo investigada pelo delegado Antônio Zuba de Oliva, que diz já ter pistas para identificar o assassino. O delegado Valdir Abrahão investiga os dois casos na busca de identificar a suposta quadrilha, que teria sede em Londrina.
Nas investigações feitas até o momento aparece o nome do empresário Valdir Cestari, proprietário da mecânica Torino, na rodovia PR-445, no jardim Silvino, em Cambé. Ele foi preso em flagrante no final de setembro, acusado de estar envolvido em roubo de carga de caminhão.
(Paulo Ubiratan)

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