Imagem ilustrativa da imagem Pista da Castelo Branco é liberada
| Foto: Gustavo Carneiro
Avenida é uma das principais vias de ligação entre o centro e a zona oeste



A nova pista da Avenida Castelo Branco, na zona oeste de Londrina, foi liberada na manhã de quinta-feira (8). No entanto, a obra, uma reivindicação antiga da comunidade, não foi totalmente concluída. Segundo informações da Secretaria Municipal de Obras, a pista antiga da via será interditada durante 30 dias para ser recapeada e receber sinalização. A interdição será realizada assim que a sinalização do novo trecho for concluído. A via é uma das principais ligações do centro para a zona oeste e a rodovia PR-445. A Castelo Branco é muito utilizada pelos estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
"A obra foi concluída apenas parcialmente, pois falta realizar o recape e a pintura da sinalização na pista antiga e faltam detalhes como terminar a calçada", explicou o engenheiro de fiscalização da obra da secretaria, João Valdir Marcuccio.
Ele ressaltou que decidiu-se pela liberação parcial porque na via é muito difícil fazer a interdição total, já que existem poucas passagens que dão acesso aos bairros da região em função da existência do Lago Igapó. "A previsão é de que tudo esteja concluído em 30 dias, mas dependerá também se o tempo estiver bom", projetou Marcuccio.
Luiz Felipe Macedo, morador do Parque Universidade, espera que com a duplicação o trânsito fique melhor. "Em menos de um mês eu vi cinco acidentes aqui. No horário de pico sempre foi difícil atravessar a avenida", afirma o motociclista. Para o empresário Leonardo de Mello, a conclusão da obra irá melhorar bastante o fluxo na avenida e, consequentemente, aumentar os negócios. "O trânsito estava complicado, com muita fila. Para a região vai melhorar muito, já que o acesso ficou muito bom", analisou.
A auxiliar de serviços gerais Diana Silvestre dos Santos reivindicou a implantação de faixas de pedestres na via. "Os motoristas que passam por aqui não respeitam os pedestres. Até agora não vi a faixa pintada aqui em frente, e ela é necessária. Todos os dias eu vejo um rapaz deficiente que tem dificuldades para atravessar aqui", apontou.
O fim da parte mais complexa da duplicação foi concluído e com isso acabou o problema da movimentação de terra no local. "Era uma poeira muito intensa que atrapalhava a gente de trabalhar", afirmou a secretária de um laboratório veterinário, Sirley Souza

PÉS DE CAFÉ
Quem acompanhou o desenvolvimento da região desde o início foi o casal Matilde Fernandes Ruiz, de 80 anos, e Sílvio Ruiz, 83, que plantavam café por lá antes da urbanização da área. "A última colheita de café foi feita em 1974, foram 365 sacas. Depois loteamos a área, que se transformou no Jardim Araxá", contou Ruiz.
O casal não mora mais lá, mas frequenta o bairro para visitar amigos e parentes.
Ruiz conta que parou de dirigir há muitos anos, mas como pedestres elogiou a duplicação, por acreditar que facilitará a travessia para pedestres. "Acompanhamos o crescimento do bairro e essa obra vai deixar o lugar muito bonito", elogiou.

SAUL ELKIND
O engenheiro da Secretaria de Obras de Londrina, João Valdir Marcuccio, ressaltou que a pasta tem se concentrado em obras de recape com recursos do Paranacidade em diversos bairros. Ele acrescentou que a revitalização da Avenida Saul Elkind (zona norte) é outra obra que está em curso e que deve ser concluída até o fim do ano. "Já era para ter sido concluída em outubro, mas tivemos um atraso em função da mudança de postes e da necessidade de autorização para a erradicação de árvores. Já fizemos as calçadas, agora iremos fazer o recape", detalhou.
Marcuccio explicou que as obras do Arco Leste também sofreram atrasos em função da crise econômica. "De todos os lotes, só estamos com o lote 4 em atividade. Estamos trabalhando na duplicação da Avenida José Ventura Pinto, atrás do Parque Arthur Thomas (zona sul). Já foi construído o bueiro celular e também foi feita a terraplenagem, mas a conclusão avança o início do ano que vem." Já o lote 5 do Arco Leste, que ligaria os fundos do Mercadão Prochet até a Rua Albânia, também na zona sul, aguarda detalhes documentais como o registro de imóveis de e terrenos desapropriados. "Essa obra evitará que motoristas precisem utilizar a via ao lado do Lago Igapó", explicou.

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