Piso do terminal é interditado para reforma
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segunda-feira, 31 de março de 2014
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - O piso inferior do Terminal Urbano de Transporte Coletivo de Londrina, na área central, ficará interditado por pelo menos uma semana. No espaço, fechado ontem pela manhã, serão realizadas reformas para melhorar as pistas onde os ônibus transitam. Nesse período, os coletivos das 17 linhas dividirão espaço com os veículos do piso superior.
Segundo informações da secretaria de Obras, a reforma é necessária devido às fraturas das placas de concreto que fica sob a manta asfáltica. Essas fraturas fazem com que o asfalto deforme com mais facilidade e permite o afloramento de água em dias de chuva. "Nós ainda não temos uma estimativa de quanto será gasto na obra. Isso só saberemos quando ela estiver concluída", afirmou o secretário Sandro Nóbrega. Ele projetou que o serviço, executado com equipe própria, será realizado em no mínimo uma semana e no máximo duas.
A interdição causou uma certa confusão ontem de manhã, já que alguns passageiros desconheciam sobre a obra. A dona de casa Luana Priscila Camilo afirmou que teve dificuldades para localizar o novo ponto do ônibus que pega. "As informações não ficaram claras", criticou.
Reclamação compartilhada pela costureira Cristina Santos. "Está muito confuso. Precisamos chegar até o ponto de ônibus em reforma para descobrir que está em obras e que a linha foi transferida", apontou. O balcão de informações ficou bastante movimentado, com usuários querendo sanar dúvidas.
Cerca de 20 funcionários da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina auxiliaram na tarefa de informar os usuários. Os números das linhas transferidas para o piso superior foram informados também por meio de folhas de papel sulfite afixadas nos novos locais.
Com o compartilhamento das plataformas, os ônibus começaram a apresentar atrasos porque os locais ficaram congestionados.
Urgência
Alguns usuários aproveitaram para solicitar uma solução urgente para as goteiras que atingem o piso inferior. A auxiliar odontológica Taís Fernanda Santos relatou que desconfortável ter que esperar o ônibus ao lado de goteiras. "Na verdade o Terminal precisa de uma reforma geral", solicitou. "Outro dia um ônibus passou pela lama e espirrou no meu uniforme branco. As goteiras são o problema mais grave do terminal e precisam de uma solução urgente", apontou o vendedor Henrique Fernandes.
O secretário afirmou que esse problema também será sanado, mas a licitação ainda não saiu por questões burocráticas.
O vigilante Vicente Aparecido Bueno apontou também para a escada rolante, que está parada há um mês. "Não funciona e quem é prejudicado é a gente", reclamou. O presidente da CMTU, Carlos Geirinhas, destacou que a borracha do corrimão precisa ser confeccionado sob medida, o que leva tempo. "O ideal seria que nós tivéssemos uma de reserva, mas não temos recursos para isso. Mas já encomendamos uma nova e provavelmente na semana que vem devemos consertá-la", garantiu.
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