Piso de passarela cede e assusta usuários
Marcos Zanatta
De Maringá
A passarela de acesso da nova rodoviária de Maringá, a partir da Avenida Tuiuti, está com pontos do piso cedendo, preocupando os usuários e lojistas do prédio, inaugurado em maio do ano passado. Os lojistas da rodoviária se recusam a falar sobre o problema, com receio que a prefeitura interrompa as negociações para a mudança das lojas do primeiro andar para o térreo. Mas demonstram preocupação com o estado em que está a rampa, com o piso cedendo em vários pontos e alguns buracos, sinalizados com fitas pela administração.
Notei que o número de buracos está aumentando porque puseram mais fitas para ninguém cair, disse a professora Janete de Souza Campelo. Ela conta que passa pelo menos três vezes por semana sobre a rampa, e teme pela segurança. Um prédio novo assim não poderia estar com um problema desses, e a gente fica com medo de cair em um buraco e se machucar, afirmou. O motorista José de Souza, que passa de vez em quando pela rodoviária, acha que usaram material que não presta na obra. Como é obra pública fica por isso mesmo, critica.
Uma lojista, que não quis ser identificada, disse que o problema está no piso da passarela, feito de madeira. Ela diz que o piso é lavado todos os dias, o que acabou apodrecendo a madeira e provocando os buracos. O secretário de Transportes de Maringá, Sidney Telles, garante que o risco para o usuário é muito pequeno. Todos os buracos foram sinalizados, e funcionários da administração estão atentos para evitar acidentes, garantiu. Ele ressalta ainda que não existe problema estrutural e sim no material utilizado como piso.
Segundo o secretário, o piso é de chapas de fibrocimento revestida de madeira. Por causa de falhas na vedação, o material acabou sofrendo danos e quebrando em alguns pontos. A secretaria acionou a construtora da passarela, que vai fazer a substituição das placas danificadas e melhorar a vedação do piso. O material é de última geração, utilizado na construção de obras como shoppings, e não existe necessidade de mudar, garante Telles.





