Piscinas lotam em dias de sol
PUBLICAÇÃO
sábado, 17 de janeiro de 1998
Guilherme Pupo 
O cloro substitui o sal da água do mar, e o bronzeado urbano é obtido na beira das piscinas. Nos últimos dias, os clubes de Curitiba têm recebido frequentadores que não gostam de areia e preferem evitar os congestionamentos nas praias.
O supervisor das piscinas do Círculo Militar de Curitiba, Antônio Pereira, que trabalha há 27 anos no local, diz que em dias ensolarados de 500 a 600 pessoas passam pelo local. As moças gostam mais do sol e a piazada vem mais para fazer bagunça na água, comenta.
As amigas Nilza Sarneski, de 38 anos, e Ana Carolina Assini, de 18, se conheceram no clube e frequentam a piscina sempre que há sol. É mais aconchegante e tem mais facilidades que a praia, além de ser melhor para os filhos pequenos, diz Nilza. Ana Carolina dá a dica para ficar o dia inteiro na beira da piscina: O segredo é passar muito protetor solar e tomar muito líquido.
Já a dona de casa Leda Gomes de Sá, de 33 anos, diz que têm que tomar sol por indicação médica (para tratar uma doença de pele). Além disso, é a opção mais barata de lazer para os filhos, em comparação com cinema ou shopping, afirma. Sobre a escolha da piscina, ela diz que não gosta de areia, sujeira e multidão da praia: Fico muito preocupada com meus filhos.
O casal Romão e Teolina Golambiuk passou uma temporada chuvosa no Litoral paulista e aproveita o sol para recuperar o bronzeado em Curitiba. Já a estudante Fernanda Lara de Oliveira, de 16 anos, gostaria de ter ido para a praia, mas os pais resolveram ficar na cidade. O jeito é passar todas as tardes na piscina, nadando e tomando sol, conforma-se.


