O cloro substitui o sal da água do mar, e o bronzeado urbano é obtido na beira das piscinas. Nos últimos dias, os clubes de Curitiba têm recebido frequentadores que não gostam de areia e preferem evitar os congestionamentos nas praias.
O supervisor das piscinas do Círculo Militar de Curitiba, Antônio Pereira, que trabalha há 27 anos no local, diz que em dias ensolarados de 500 a 600 pessoas passam pelo local. ‘‘As moças gostam mais do sol e a piazada vem mais para fazer bagunça na água’’, comenta.
As amigas Nilza Sarneski, de 38 anos, e Ana Carolina Assini, de 18, se conheceram no clube e frequentam a piscina sempre que há sol. ‘‘É mais aconchegante e tem mais facilidades que a praia, além de ser melhor para os filhos pequenos’’, diz Nilza. Ana Carolina dá a dica para ficar o dia inteiro na beira da piscina: ‘‘O segredo é passar muito protetor solar e tomar muito líquido’’.
Já a dona de casa Leda Gomes de Sá, de 33 anos, diz que têm que tomar sol por indicação médica (para tratar uma doença de pele). ‘‘Além disso, é a opção mais barata de lazer para os filhos, em comparação com cinema ou shopping’’, afirma. Sobre a escolha da piscina, ela diz que não gosta de areia, sujeira e multidão da praia: ‘‘Fico muito preocupada com meus filhos’’.
O casal Romão e Teolina Golambiuk passou uma temporada chuvosa no Litoral paulista e aproveita o sol para recuperar o bronzeado em Curitiba. Já a estudante Fernanda Lara de Oliveira, de 16 anos, gostaria de ter ido para a praia, mas os pais resolveram ficar na cidade. ‘‘O jeito é passar todas as tardes na piscina, nadando e tomando sol’’, conforma-se.

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