Piscinas de Thermas são interditadas
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quarta-feira, 03 de julho de 2002
Lucinéia Parra<br> Equipe da Folha 
Maringá - A Vigilância Sanitária e o Procon de Maringá, interditaram ontem, o clube Thermas de Maringá, por contaminação das sete piscinas existentes no local. Agentes da saúde constataram a presença de coliformes fecais nas águas das piscinas que são abertas aos associados. O clube já havia sido interditado no início do ano passado pelo mesmo problema.
De acordo com o chefe da Vigilância Sanitária, Gilberto Pucca, a interdição é por tempo indeterminado. ''O clube só será reaberto ao público quando a administração resolver o problema'', afirmou. Segundo ele, no ano passado, o Thermas foi reaberto logo após a interdição porque a direção do clube apresentou um projeto de adequação às exigências da Vigilância Sanitária. Ele salientou entretanto, que desde abril deste ano, a Vigilância Sanitária e o Procon vem recebendo denúncias de que as águas das piscinas estavam novamente contaminadas. ''Ontem fomos até lá e comprovamos a contaminação'', disse. Apesar de ser reincidente, o clube não foi multado pela Vigilância Sanitária.
O vice-presidente do clube, Eli Diniz voltou a criticar a interdição e alegou mais uma vez, perseguição do poder público. Segundo ele, Maringá não tem uma regulamentação para o funcionamento de um clube com água quente, como é o caso do Thermas e que a Vigilância Sanitária está usando o mesmo regulamento de água fria. Diniz afirmou que vai entrar com uma ação de indenização contra o município e contra o chefe da Vigilância, Gilberto Pucca. ''Fiscalizar é um direito do município, mas acontece que o senhor Gilberto Pucca já aciona toda imprensa para acompanhar a fiscalização e interdição, isso acaba com a imagem do clube'', justificou. Segundo ele, no ano passado, por causa da divulgação da interdição do clube, muitos associados ''desapareceram''. ''Agora então, o clube vai ter que fechar''. Diniz disse ainda que não vai cumprir a interdição. ''Não vamos respeitar e façam eles (vigilância pública e Procon) o que quiserem''.
O chefe do Procon de Maringá, Adilson Reina Coutinho disse que se o clube não respeitar a interdição, vai pedir a prisão do representante legal do Thermas. ''O artigo 330 do Código Penal prevê crime de desobediência quando uma ordem do poder público não é acatada'', justificou. Além disso, Coutinho afirmou que poderá pedir a apreensão da bomba do poço artesiano, caso fique comprovado que o clube continua aberto ao público sem que tenha sanado o problema da contaminação das piscinas.


