Pirataria responde por 50% do mercado de CDs, diz entidade
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sexta-feira, 06 de dezembro de 2002
Telma Elorza<br> Reportagem Local 
Segundo o coordenador-regional da região Centro Sul da Associação Protetora dos Direitos Intelectuais Fonográficos (Apdif), Clóvis Moreira, o Brasil que já ocupou o 7º lugar no mercado fonográfico mundial perdeu espaço para a pirataria. De acordo com ele, hoje a pirataria responde por 50% do mercado de CDs e 100% do mercado de fitas cassete. ''A indústria fonográfica parou de comercializar fitas cassete gravadas originais porque não tem como concorrer com a pirataria'', afirmou. De acordo com ele, o mesmo prejuízo enfrenta a indústria de softwares. ''Hoje, 95% dos games que estão no mercado brasileiro são piratas.''
Para Moreira, o prejuízo que a pirataria causa não é só da indústria formal, mas de toda a sociedade. ''Todos os produtos pirateados, sejam eles CDs, roupas ou calçados, representam investimentos que deixam de ser aplicados no Brasil, através de impostos ou de ampliação do número de empregos. Para que as grandes empresas vão investir pesado no País se sabem que seus produtos vão ser pirateados? Os camelôs dizem que vendem esses materiais porque não encontram empregos. Mas eles também contribuindo para esse desemprego'', apontou.
De acordo com ele, a associação começou a receber denúncias insistentes sobre o comércio livre de CDs piratas em Londrina há cerca de seis meses. ''Há algum tempo, fizemos uma operação aqui e conseguimos reduzir o número de CDs piratas no mercado. Mas agora houve um aumento novamente e tivemos que tomar essa atitude'', explicou. Moreira disse que operações deste tipo serão frequentes, daqui para a frente, em todo País.


