Pirataria de sinal de TV por assinatura
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Vítor Ogawa <br> Reportagem Local 
As operadoras de TV por assinatura via satélite registram prejuízos devido aos receptores ilegais. Só para se ter uma ideia de como isso é comum, o gerente da Via Embratel na região de Londrina, Marcos Nascimento Berlon, conta que 40% das pessoas que assistem a programação paga e são abordadas por funcionários da empresa admitem ter receptores ilegais.
Segundo ele, a empresa sabe que a pirataria de sinais de TV por assinatura está fortemente presente na cidade. Berlon diz que a assinatura mais barata comercializada pela empresa custa R$ 49,90 por mês e os 'piratas' a comercializam por R$ 30, oferecendo cinco vezes mais canais. ''A qualidade da imagem deles é digital igual à nossa, pois usam a mesma tecnologia'', observa. Berlon explica que existem dois sistemas em vigência que são adotados pelos usuários da TV por assinatura ilegal.
O diretor do Sindicato das Empresas de TV por Assinatura (Seta), Antônio Salles, informa que todo cálculo de usuários de receptores ilegais e de prejuízo causado por isso é hipotético, mas a estimativa é de que haja um milhão de caixas ilegais circulando no mercado brasileiro. ''Se calcularmos que o valor de uma mensalidade é de R$ 60, ao longo de um ano esse prejuízo seria de R$ 720 milhões, mas são dados hipotéticos que não temos como confirmar'', conta.
A supervisora de vendas da Sky na região de Londrina, Rafaela Gregório, também lamenta os prejuízos por causa dos receptores piratas. ''Para combater isso temos reforçado aos nossos vendedores que a honestidade é importante'', conta. Ela diz que o sinal de sua empresa, por ser um produto legal, está sujeito à regulação do mercado e existe uma central onde o cliente pode reclamar de algum problema. ''Mas isso não acontece quando o produto é pirateado'', conta.
Rafaela reforça que no ano passado houve uma investida da operadora coibir o uso desses receptores ilegais, que bloqueou o acesso de seus usuários ao sinal das operadoras.
Esses aparelhos adquiriram grande popularidade na classe B e C e os técnicos que conseguiram decifrar a codificação ameaçavam a tecnologia de transmissão digital das TVs por assinatura brasileiras com um sistema que é ligado permanentemente à internet e que atualizava a decodificação da chave das operadoras automaticamente, diferente do sistema em que o usuário tinha de baixar a decodificação a todo instante em sites especializados.


