Piraí celebra festa de Nossa Senhora das Brotas
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2001
Denise Angelo<br>Equipe da Folha 
Ponta Grossa - O município de Piraí do Sul (75 km ao norte de Ponta Grossa) deve receber hoje um número de visitantes superior ao de seus habitantes. A cidade que tem pouco mais de 21 mil moradores, espera 25 mil pessoas de todas as partes do Brasil para a tradicional Festa de Nossa Senhora das Brotas, que está na sua 121 edição. A programação começa às 9 horas, na Matriz do Senhor Menino Deus, de onde sai a procissão até o Santuário de Nossa Senhora das Brotas, distante cerca de três quilômetros do Centro da cidade.
No santuário o bispo da diocese de Ponta Grossa, Dom João Braz de Aviz, celebra a missa solene. As milhares de famílias que participam da festa se reúnem para o almoço, seguido de diversas atrações. Às 18 horas, a programação religiosa volta a ser atração, com a realização de uma nova procissão, desta vez dentro do santuário.
Este ano, a festa tem um sentido diferente para os fiéis, um sentido de redenção. No dia 1º de dezembro, a imagem de Nossa Senhora das Brotas foi roubada do seu santuário. A polícia a encontrou no dia seguinte, totalmente destruída. O sacrilégio deve ser reparado nesta festa, na qual a imagem da santa será seguida da forma como foi encontrada pela polícia, aos pedaços. ''Será um momento de reparação por esse pecado tão grande'', explica o pároco e reitor do santuário, Sílvio José Breginski.
A polícia tem vários suspeitos do ato que chocou a cidade. Duas pessoas foram presas e liberadas três dias depois. A imagem foi submetida a uma perícia, cujo resultado deve sair na metade de janeiro. ''Queremos que o autor desse sacrilégio seja descoberto e que ele pague pelo crime que cometeu conforme determina a Justiça'', diz o padre. Mas a igreja não tem se declarado muito a esse respeito com medo da reação popular. ''No dia em que os dois suspeitos foram presos a população queria linchá-los. Os próprios companheiros de cela dos suspeitos os ameaçaram de morte. Então preferimos ficar quietos para não incentivar a violência'', conta o padre.


