Piracema terá atenção especial no Rio Tibagi
Lúcio Flávio Moura
De Londrina
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) devem dar atenção especial à Bacia do Rio Tibagi na fiscalização para a proteção do período de desova de peixes a piracema, que foi regulamentada por uma portaria assinada pelos dois institutos na sexta-feira. A pesca está restringida até 28 de fevereiro.
Conhecido como exemplo de recuperação da qualidade da água, ancorado em um bem-sucedido combate da poluição industrial ao longo do seu leito, o Tibagi e seus afluentes estão se tornando mais piscosos e reproduzindo mais facilmente peixes nobres como dourado, pintado e piapara, como atestam recentes estudos do IAP. Por isso, a bacia é considerada área de proibição total da pesca durante a piracema.
É comum serem capturados exemplares de 15 quilos, que há uns 10 anos era considerado uma verdadeira raridade. Temos que manter este santuário, por isto esta medida drástica, revela Luis Ribeiro Lopes, fiscal de caça e pesca do IAP.
Este ano, a novidade para outras bacias hidrográficas como a do Rio Paranapanema, que engloba a Represa de Capivara, é a proibição da rede de espera na pesca profissional e a permissão das tarrafas com buracos de, no mínimo, 140 milímetros. Quem ganha a vida pescando também poderá usar nesta temporada até dois espinhéis com 10 anzóis cada.
A fiscalização na região conta com 14 fiscais e seis embarcações. Uma lancha com motor de 70 hp circulará pela Represa de Capivara, onde a fiscalização é considerada mais difícil.





