Piora situação financeira das concessionárias de rodovias
Emerson Cervi
De Curitiba
A indefinição quanto ao aumento das tarifas de pedágio está desequilibrando as finanças das concessionárias de rodovias do Anel de Integração. Todas fizeram empréstimos para custear as obras emergenciais e com a redução em 50% do valor das tarifas em junho do ano passado, a receita não é suficiente para pagar os financiamentos.
Os presidentes das concessionárias não falam sobre o assunto, mas se a justiça federal não julgar a ação das empresas contra o Estado até o fim do ano elas podem se inviabilizar. Há 15 dias a concessionária Rodonorte recebeu a subscrição de capital no valor de R$ 40 milhões de seus cinco acionistas.
A injeção de capital foi uma exigência dos credores. A concessionária tinha dívidas vencidas no valor de R$ 130 milhões. Como o seu patrimônio líquido estava negativo, os bancos exigiram a subscrição para renegociar as dívidas. Além disso, a Rodonorte terá que pagar mais R$ 20 milhões em juros. Esse dinheiro seria suficiente para fazer 20 quilômetros de duplicações.
Junto com o desequilíbrio financeiro vem o desemprego. Em média, as concessionárias reduziram em cerca de 20% o quadro de funcionários desde o ano passado. Entre empregos diretos e indiretos isso representa mais de mil postos de trabalho fechados. Outro problema é a falta de investimentos nas estradas.
As equipes de manutenção das concessionárias foram duplicadas, o que significa que as estradas precisam de novos investimentos. A ação no Tribunal Regional Federal está em fase de instrução.





