Bandeirantes - Piorou ontem à tarde o estado de saúde de Leonilso Soares, de 27 anos, que teve mais de 90% do corpo queimado na última segunda-feira durante uma queimada em uma das lavouras da usina Uniban. A namorada dele, Maria Aparecida Ribeiro, 27 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu anteontem pela manhã. Segundo a Polícia Civil, eles estariam namorando no momento da tragédia.
Soares está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Santa Casa de Bandeirantes, e, de acordo com a enfermeira-chefe do local, Monalisa Stagliano, o estado de saúde dele, que era grave, agora é gravíssimo. ''Quando foi internado, ele estava com insuficiência renal. Agora tem também respiratória'', afirmou. Segundo ela, até ontem à noite a equipe médica não havia conseguido vaga para a vítima na ala de queimados do Hospital Evangélico (HE) de Curitiba, único no Estado a oferecer o atendimento especializado.
O delegado Oswaldo Domingos Lotti disse que o inquérito aberto vai apurar se houve negligência por parte da usina no procedimento de queima. ''As equipes são treinadas pelo Corpo de Bombeiros para a atividade, mas já intimamos 11 pessoas envolvidas na colheita para apurar se houve algum erro'', informou. Conforme o policial, ontem o corpo de Maria Aparecida foi encaminhado para exame de necrópsia ''para recolher materiais que comprovem ou não uma embriaguez''.
O gerente agrícola da Usiban, Hélio Kjiwara, negou ter havido negligência. Para ele, ''o casal estava no lugar errado, na hora errada. Foi uma fatalidade. Aquele era o terceiro dia seguido de queima na tal área, mas eles não perceberam'', comentou, acrescentando que caminhões-pipa são utilizados no procedimento, junto a duas equipes de fiscais.

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