'Piora quando o trem buzina na madrugada'
Quando a professora Lucinéia Arantes de Oliveira, moradora do Parque Ouro Verde (Zona Norte), soube que iria morar próximo à linha ferroviária, ficou muito contente por saber que poderia ter a vista de um trem passando em frente à sua casa todos os dias. No entanto, ela revela que a alegria não durou muito e a paciência passou a ser sua grande aliada para conviver com um barulho constante.
A professora conta que se mudou da região do Cinco Conjuntos, em 2003, para a Rua Tangânica, após a decisão dos pais que haviam gostado da região.
De acordo com Lucinéia, mesmo após oito anos morando no local, o barulho dos vagões passando pelos trilhos ainda incomoda a família quando estão assistindo televisão ou ao telefone.
''É bem difícil, porque a imagem da televisão fica ruim e fica praticamente impossível ouvir alguém do outro lado da linha'', afirma. ''Piora quando aqueles vagões antigos e pesados passam buzinando de madrugada e acordando todo mundo'', diz a professora.
Lucinéia acrescenta que outro problema ocasionado pela passagem dos trens é o estremecer das estruturas das casas. ''Há muitos moradores que vivem há mais tempo aqui e que reclamam das rachaduras nas paredes da casa. O portão da minha casa mesmo já baixou bastante devido ao abalo das estruturas que o trem provoca'', detalha. (F.C.)





